O significado de marcha.
Marcha é o ato ou efeito de marchar, caminhar.
Na maçonaria uma marcha específica é usada para cada grau e cada Rito Maçônico possui igualmente a sua marcha específica, que varia em alguns casos de acordo com o Rito.
Os Maçons executam a marcha, pois esta representa a forma de caminhar em Loja, em busca da Luz do conhecimento.
No caso do Aprendiz, este só sabe dar três passos em busca dessa Luz.
A origem desses três passos, ou seja, o porquê dos mesmos, nunca foi explicado, nem há qualquer registro na história.
Alguns escritores maçônicos [1] especulam, acreditando que os três passos se devem ao fato do lugar onde eram feitas as cerimônias maçônicas (as Tabernas) ser muito pequeno.[2]
Outra especulação também é feita em relação ao número três dos passos. O que se pode dizer é que este número não é exclusivo da Maçonaria.
A Maçonaria o adotou para o Grau de Aprendiz, pois este número é considerado sagrado ou mágico e sempre foi usado por quase todos os povos da antiguidade.
A marcha do aprendiz é feita em linha reta, pois, simbolicamente, se sair do caminho reto não saberá a ele retornar. Ela tem início quando o Obreiro ingressa no Templo e, no Rito Escocês Antigo e Aceito, ela é rompida com o pé esquerdo, o mesmo ocorrendo em relação aos Ritos Brasileiro e Schröeder.
Nos Ritos Adonhiramita e Moderno os passos são rompidos com o pé direito.
A cada passo dado, é formada uma esquad\, com a junção dos calc\, e sempre à ordem. Esta é a única exceção em que o Obreiro ao caminhar, o faz estando à ordem. Em outras oportunidades o Obreiro caminha normalmente pelo Templo sem estar à ordem.
A forma correta de romper a marcha.
Uns alegando que deveria ser com o pé esquerdo, pois este é o lado do coração, da emoção; outros, com o pé direito, pois era o lado da razão. A cada passo dado com o sentimento da emoção, juntava-se outro, com a razão. Assim, emoção e razão estariam sempre em equilíbrio.
No entanto, tudo isso é apenas especulação, sem nenhuma justificativa histórica. Originariamente, nas Lojas inglesas, os passos eram rompidos com o pé direito.
Mas como essa forma de executar a marcha foi revelada por um Irmão indigno chamado Samuel Prichard, que publicou um livreto revelando alguns segredos da Maçonaria, a Grande Loja de Londres resolveu mudar, para impedir o ingresso de profanos nas reuniões maçônicas.
Os Ritos Moderno e Adonhiramita, de origem francesa, preferiram continuar segundo a origem inglesa.
Bibliografia:
Castellani, José. Dicionário Etimológico Maçônico, Editora a Trolha, Londrina, 1988.
Ritual do Grau de Aprendiz do Rito Escocês Antigo e Aceito, edições do GOB.
SILVA, Robson Rodrigues da. Pompas Fúnebres e Outros Estudos Maçônicos. Editora A Trolha, Londrina, 2009.
XICO TROLHA. Ponte para a Liberdade. Editora A Trolha, Londrina, 2004.
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