[...] Não deveis procurar o Santo Sepulcro em dunas ou em fendas de rochas, porém o encontrareis unicamente num microcosmo vivo e vibrante.
O túmulo é a parte ímpia do microcosmo, onde o sistema da personalidade estranha à natureza divina será rompido; e o Santo Sepulcro encontra-se lá onde uma nova personalidade glorificada eleva-se no novo dia num microcosmo reconciliado com Deus.
[...] Tão logo, pela graça irradiante da Gnosis, o aluno dissolva no nada a parte ímpia do microcosmo, o Logos microcósmico original recebe, ao mesmo tempo em que se realiza a endura, a oportunidade de novamente ocupar o seu antigo trono no microcosmo.
Assim, nada do terreno pode tornar-se original. Tudo o que é terrestre será dissolvido no nada. E logo que este nada tenha sido alcançado, o Original, o Iluminado novamente se encontrará no santuário.
Então, surge o glorioso, o sagrado, o divino momento em que o maravilhoso Inefável está diante da figura aparente, testemunhando deste modo que a ressurreição tornou-se efetivamente uma realidade.
A figura aparente desaparece, ou então ainda recebe uma tarefa no processo de ressantificação de outros.
[...] Quem pôde celebrar a festa da ressurreição gloriosa, também é, por conseguinte, um pescador de homens, um vitorioso, um triunfador completo.
Embora haja sido pescada uma grande quantidade de peixes, a rede contudo não se romperá.
Todos os que esperam ou aguardam, com medo que alguma oficina de trabalho construída sobre a rocha de Cristo possa vir a falhar, aprendem na Bíblia que a rede jamais se romperá.
Através da noite e da morte irromperá a aurora, irrevogavelmente.
J. van Rijckenborgh - Catharose de Petri.
A Gnosis Universal.
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