Muitos acreditam que a numerologia esotérica assim como a geometria sacra é muito difícil de compreender, quando na verdade está diante dos nossos olhos, é apenas uma questão de sermos observadores.
Quanto aos números sagrados, os antigos sábios recorreram a observar o corpo humano, síntese da sabedoria natural, e do número de articulações, membros, dedos, ossos, vértebras, sistemas orgânicos, deduziram o sistema esotérico da numerologia sagrada.
Sobre o número dez, foi observado nos orifícios que o ser humano tem no seu corpo.
Primeiro observaram que o número sete é o mais sagrado porque a cabeça humana tem sete orifícios: o espaço dos dois olhos, os dois ouvidos, as duas narinas e a boca.
Quanto ao orifício número oito é o ano e o orifício nono é o umbigo, que representa a totalidade.
No entanto, há um décimo orifício que no corpo das mulheres é a vagina por onde nasce o homem, daí que em Cabala o número dez representa o homem, e no corpo do homem é o canal do pênis por onde sai a semente seminal, de lá que no sistema cabalístico hebraico o número dez que é a letra iod representa um falo.
Nos templos antigos deveriam existir sete portas, daí "as sete portas de Tebas", as outras três portas eram internas...
Os orifícios eram exatamente dez, a catacumba representava o útero onde o aspirante era iniciado e a porta da cripta de onde saía era muito pesada.
Vale referir que na última Iniciação essa porta estava totalmente fechada e o neófito tinha que abri-la por dentro.
Muitos não conseguiam e aqueles que eram bem-vindos na Sociedade, pois atingiam o segundo nascimento através do fogo.
Posteriormente organizações como a maçonaria parou de usar as criptas e usaram os caixões, depois da proibição dos rituais templários, daí também o símbolo cristão da ressurreição do filho divino que move uma enorme rocha de dentro para sair.
Essa é a origem dos espetáculos de ilusionistas que em suas performances durante o século XIX emularam sarcasticamente todas as provas de Iniciação, daí que levitavam, desapareciam, acendiam fogo com as palmas das mãos e entre esses atos estava o que estavam enterrados em criptas ou caixões amarrados dos quais deviam sair sem nenhuma ajuda, isso é o que resta agora, uma pantomima lúgubre do que antes fazia parte das ações dos grandes mistérios da verdadeira Iniciação.
E os orifícios sagrados que outrora o discípulo limpava diligentemente, tal como o monge o templo, não só fisicamente mas também energética mente, hoje são contaminados com comida de plástico, música barulhenta, drogas, feiura, morbo e vulgaridade, fechando assim as sete portas de Tebas.
Isto é o que na época quis representar Esquilo na sua peça teatral "Sete vs Tebas", a invasão dos sete reinos inimigos que procuram invadir a harmonia da cabeça do ser humano e que devem ser defendidos com harmonia e virtude heróica, cuidar do que entra e sai por esses orifícios sagrados é o que determina o nosso nível evolutivo.
Texto: Álvaro Morales Valdés
Comentários
Postar um comentário