O aparecimento dos primeiros grupos humanos na Grécia remonta ao paleolítico superior (45.000-13.000 a.C.), com jazidas de certa importância em Epiro, Tessália e Argólida, mas sem elementos caracterizadores com respeito ao restante do Bálcãs e das regiões danubianas, através das quais parecem ter-se difundido as diversas culturas desse período.
A posição central da península helênica, antes até que seus habitantes pudessem definir-se como helenos, aparece em toda a sua importância por volta de 6.800 a.C.: a precocidade e a consistência do processo de formação e configuração cultural das primeiras comunidades agrícolas em Creta, nas Cíclades, no Peloponeso e na Tessália permitem afirmar que a partir desta "porta do Oriente" da Europa se iniciou a difusão da civilização do neolítico por todo o continente.
As primeiras rotas mediterrâneas, quase sempre baseadas nas "pontes" de ilhas que constelam a extensão azul do mar Egeu, viram o comércio dos primeiros excedentes de gêneros alimentícios derivados da sedentarização dos grupos humanos; pelas mesmas rotas, porém, viajavam também o sílice para lascar e a negra e reluzente obsidiana de Milo, e objetos manufaturados que demonstram os intercâmbios de produtos entre os notáveis povoados distantes e relações "diplomáticas" já bastante refinadas.
Em pleno neolítico médio e tardio, finalmente, impressionantes níveis de civilização alcançam os povoados maiores, como os que se podem encontrar em Sesclo e Dimíni, na Tessália, dotados de muralhas simples ou múltiplas já no quinto milênio a.C., logo interessados no inexorável e ainda não plenamente reconstruído processo de difusão dos metais.
IMAGEM:
"Senhora das serpentes" dominadora das forças da natureza, talvez taumatúrgica (as serpentes), e da fertilidade (o florido peito descoberto), a imagem da "Senhora das Serpentes", antecedente cultural da Potnia theron dos gregos, permanece conservada nesta estatueta de Knosso (século XVII a.C.)
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