O Espiritismo é uma Doutrina que se preocupa com o destino do homem, codificado por Alan Kardec, que em 18 abril de 1857 lançou em França o Livro dos Espíritos, livro este que foi totalmente orientado pelos Espíritos.
Esta Doutrina trouxe a toda humanidade o conhecimento espargido em todo o globo, sobre o mundo Espiritual e o caráter da universalidade da lógica da Reencarnação.
A “Word Christian Enciclopédia” da Igreja Anglicana da Inglaterra, editada pela Universidade de Oxford diz o seguinte: “500 pesquisadores e 121 consultores, depois de visitarem 212 países, concluíram em 100 relatórios que, no ano de 2000, a população da Terra alcançaria 6.260.000.000 de habitantes, e que 2/3 dessa população, isto é, cerca de 4.000.000.000 de pessoas, seriam reencarnacionistas”.
Desta forma os conhecimentos trazidos pelos Espíritos e concatenados por Kardec, mostraram que, o homem deveria preocupar se com a sua evolução aqui neste planeta e que deveria mudar seu comportamento para melhor, e que aqui é que estaria a sua grande oportunidade.
Estes conhecimentos vêm nos trazer, as certezas que o homem não deveria esperar pelo céu dos anjos, após a morte, pois isso não existe, é uma utopia, e todos os homens sem distinção devem polir a sua pedra bruta enquanto está aqui.
Pestalozzi, no século dezoito, num de seus livros mais brilhante, “Minhas indagações sobre a marcha do desenvolvimento da humanidade” expõe uma concepção filosófica interessante, que cabe neste texto, apenas para ilustrar os tipos de homens que temos na sociedade contemporânea.
Ele teoriza os três estados como se fossem etapas da evolução do homem e a criança os repete em seu desenvolvimento.
Trata-se do estado natural, estado social e estado moral.
O estado natural seria o nível dos instintos, dos impulsos básicos de sobrevivência, estado esse que, compartilhamos com os animais e ao qual estamos mais presos na infância psíquica da humanidade.
Tanto o homem primitivo quanto a criança, em sua primeira fase, vivendo mais pelo instinto.
Mas o ser humano em geral guarda ainda um vestígio instintivo.
O estado social é aquele em que entramos no momento de nossa socialização, que se dá desde os primeiros agrupamentos humanos e também nas primeiras relações da criança com o seu meio.
Este estado se perpetua, porque o ser humano é um ser social, precisando viver com os seus pares. Para essa convivência, criam-se regras, produzindo costumes, fazem-se leis.
Regras, leis e costumes são mutáveis. Há que se conter, limitar e orientar o homem.
Neste caso cria-se o conflito, porque a regra segura o impulso, mas não o transforma.
Do atrito entre a lei e o instinto entre a regra e o desejo, entre a convenção e o impulso, podem surgir neuroses, desajustes individuais e sociais, ocasionando guerras e revoluções.
O estado moral seria aquele que, além do estado instintivo e social, o ser tem um status moral, que quando despertado, não há necessidade de regras que controlem os instintos, de convenções que imponham limites e punam os infratores.
No estado moral vigora a liberdade do amor, a espontaneidade do bem. Transcende-se o instinto e a lei, não há mais a escravidão aos desejos.
É o plano da autoconstrução onde o homem terá um conceito de religião moral, destituída de qualquer igrejismo, institucionalismo e autoritarismo.
A religião do ser moral é a pura moralidade, ligação direta do homem com a divindade, sem a necessidade de intermediações.
Há muita similitude entre a Maçonaria e o Espiritismo, primeiro o Espiritismo foi aceito por muitos Maçons, pelo fato de estar na França e tanto a Maçonaria quanto o Espiritismo são considerados hereges pela Igreja Católica, ambas sendo perseguidas por ela, até os dias de hoje.
Os preceitos éticos e morais da Maçonaria estão presentes nos preceitos éticos e morais no Espiritismo.
Outro fato interessante é que, aqui no Brasil, houve uma época em que foi ventilada a formação de uma Maçonaria Espírita, tamanha era a quantidade de Espíritas Maçons no Grande Oriente do Brasil.
Muito se fala se Allan Kardec foi Maçom, embora não há ainda documentos que comprovem tal fato, mas, lendo seus livros percebe-se que há muitos pensamentos oriundos da Maçonaria, bem como o linguajar.
Na revista Espírita de abril de 1864, têm várias mensagens recebidas por médiuns em reuniões feitas com diversos maçons, em uma destas mensagens está uma que foi do grande mártir dos Templários, Jacques de Molay Aqui relato apenas um trecho.
“No século dezenove o Espiritismo vem, com seu facho luminoso, dar a mão aos Comendadores, aos Rosacruzes e com voz trovejante lhe diz: Vamos meus irmãos; eu sou verdadeiramente a voz que se faz ouvir no Oriente e à qual o Ocidente responde: Glória honra e vitória, aos filhos dos homens.
Ainda alguns dias, e o Espiritismo terá transposto o muro que separa a maioria da parede do templo dos segredos; e, nesse dia, a sociedade verá florescer no seu seio a mais bela flor espírita que, deixando suas pétalas caírem, dará uma semente regeneradora da verdadeira liberdade.
O Espiritismo fez progressos, mas no dia em que tiver dado a mão à Franco-Maçonaria, todas as dificuldades estarão vencidas, todos os obstáculos retirados, a verdade estará esclarecida e o maior progresso moral será realizado e terá transposto os primeiros degraus do trono, onde em breve deverá reinar.”
Quando Allan Kardec morreu em março de 1869, foi sepultado no cemitério Montmadre em Paris, depois de um ano seus restos mortais foram transferidos para um novo cemitério, o Pére Lachaise, construído em Paris, o terreno foi uma doação feita pelo Marquês de Montesquiou que era Maçom. O arquiteto do túmulo de Kardec foi Brongniart, também Maçom.
Outro grande Maçom que foi considerado o “Apostolo do Espiritismo” em todo o mundo.
Nasceu em França e foi contemporâneo de Allan Kardec, estou referindo a Leon Denis, o grande orador, tanto no Espiritismo quanto na Maçonaria.
Suas palestras eram concorridas, foi várias vezes orador da Loja Demofilos, no Grande Oriente de França.
Veja meus irmãos a Maçonaria e o Espiritismo têm similitudes claras que não devemos ignorar, apesar da Maçonaria não ter ligação com qualquer religião, poderíamos dizer que o Espiritismo também não é uma religião e como a Maçonaria é uma instituição Religiosa.
Há outras noticias de que ele seria de um ramo da rosacruz. Como antigamente a rosacruz era “maçônica” (considerados maçons) assim como na maioria das outras ordens antigas (anteriores a 1900), é bem provável que Allan Kardec realmente fosse um maçom.
A reencarnação é ensinada em diversas tradições exotéricas e nas religiões originárias da India há mais de 3 mil anos. Budistas e Hinduístas, que juntos somam quase 3 bilhões de pessoas, especialmente na India e China, acreditam em reencarnação.
Entretanto, fora da Ásia a crença na reencarnação havia desaparecido devido à expansão do cristianismo e do islamismo, sendo mantida apenas em tradições exotéricas, como o rosacrucianismo, até ter se difundido graças ao trabalho de Kardec e ao contato com as civilizações orientais.
Vamos acrescentar que a orientação que Allan Kardec foi o pseudônimo usado por Leon Denis para a publicação de suas obras. Allan Kardec teria sido o nome de Leon Denis em uma outra existência, daí a sua escolha pelo pseudônimo
Agora temos também a orientação de Divaldo Pereira Franco, médium e orador espírita, em brilhante palestra, feita na Loja Maçônica Caldas Junior de Porto Alegre, a convite da Grande Loja Maçônica do Rio Grande do Sul no dia 09 de Novembro de 2006, com a presença dos Grão-Mestres da Grande Loja do Rio Grande do Sul, Grande Oriente do Rio Grande do Sul e da Maçonaria Unida do Rio Grande do Sul, faz uma profunda análise sobre os ideais da Maçonaria com ênfase às suas origens remotas na Babilônia, na Mesopotâmia, com seus rituais de iniciação realizados ao ar livre, nas margens do mar morto.
Apresenta o famoso discurso de Voltaire na sociedade em que recebeu o grau 33 da ordem maçônica, com seu eloqüente testemunho do amor a Deus. Define as palavras maçom e maçonaria, apresentando vultos eminentes que se fizeram adeptos dessa Ordem em todas as épocas da história, principalmente no período das lutas pela independência do Brasil.
Faz um paralelo com a Doutrina Espírita, salientando os pontos em comum de ambas as filosofias e traçando seus iluminados objetivos que anelam prezam pela dignificação humana.
Divaldo reporta-se a alguns pontos básicos da maçonaria como a crença em Deus, a imortalidade da alma e, no seu cerne de solidariedade, o amor, a caridade, tal qual a Doutrina Espírita, que vem abrindo campo imenso à investigação nas questões do espírito, que sendo esta uma ciência de pesquisa, busca igualmente decifrar o enigma do existir. “caminhando ao lado da maçonaria, porquanto apóia os seus postulados e entende, na sua simbologia, o milagre dos acontecimentos disfarçados de mistérios, desde os tempos da idade média, preparando o ser humano para os grandes vôos do infinito”, como assim se referiu.
Em uma bela citação, Divaldo destacou dois grandes espíritas maçons, Camille Flammarion e Leon Dennis, este, maçom emérito, grau 33, que afirmava ser a maçonaria um dos belos caminhos para a dignificação da criatura humana e o seu encontro com a plenitude Divina.
Reina até hoje no movimento espírita uma séria dúvida em saber se Allan Kardec, codificador da Doutrina, teria ou não sido maçom, muito embora use em suas obras termos maçons, como “arquiteto” para se referenciar a Deus, pedra angular, prumo, etc.
Não que isto tenha importância para esta ou aquela filosofia, mas permitiria conhecer melhor a opinião de Kardec sobre a instituição maçônica.
André Morel, conceituado biógrafo de Kardec, parece inclinado a responder de forma positiva, dizendo que não sabe em que Loja ele foi iniciado. Kardec, foi discípulo de Mesmer que era Maçom, e Leon Dennis, seu discípulo, também era.
Deixando de lado essa polêmica, a verdade é que o Espiritismo e a Maçonaria tem inegáveis pontos em comum, e juntos poderão acelerar o progresso da Humanidade e o estabelecimento da justiça social, sobretudo através da perfeição moral dos espíritas e maçons.
A Maçonaria tem por fim a melhoria moral e material do homem, por princípios, a lei do progresso da humanidade, as idéias filosóficas de tolerância, fraternidade, igualdade e liberdade, abstração feita da fé religiosa ou política, das nacionalidades e das diferenças sociais.
O espiritismo moral e social iria dizer justamente a mesma coisa. Os princípios filosóficos são absolutamente idênticos:
a)Existência de Deus,
b)Imortalidade da alma,
c)Solidariedade humana.
Em sessão da Sociedade Espírita de Paris do dia 25 de fevereiro de 1864, várias dissertações foram obtidas sobre o concurso que o Espiritismo poderia encontrar na Francomaçonaria, que depois foram publicadas na Revista Espírita de abril de 1864.
Comunicaram-se naquela oportunidade os Espíritos Guttemberg (Médium: Sr Leymare), Jacques de Molé (Médium: Srta.Bréguet) e o francomaçom Vaucanson (Médium: Sr.D’Ambel.).
Nestas comunicações, usando o método de perguntas e respostas, os espíritos comentam sobre a importância da Maçonaria, a afinidade existente em Maçonaria e o Espiritismo, o conhecimento dos Maçons sobre a Doutrina Espírita, a aceitação das idéias Espíritas.
Vejamos um trecho: (…) Os homens inteligentes da Maçonaria vos bendirão por sua vez; pois a moral dos Espíritos dará um corpo a esta seita tão comprometida, tão temida, mas que tem feito mais do que se pensa.
Tudo tem um parto laborioso, uma afinidade misteriosa; e se isto existe para o que perturba as camadas sociais, é muito mais verdadeiro para o que conduz o progresso moral dos povos. Ainda alguns dias, e o Espiritismo terá transposto o muro que separa a maioria das paredes do templo dos segredos, nesse dia, a sociedade verá florescer no seu seio a mais bela flor espírita que, deixando suas pétalas caírem, dará uma semente regeneradora da verdadeira liberdade .
À Glória do Grande Arquiteto do Universo.
Referências
Site: http://www.divaldofranco.com/noticias.php?not=33
Palestra de Divaldo em 1994 na cidade de Americana (SP) pela Loja Maçônica Sublime Universo

O espiritismo é uma ciência, uma filosofia e uma religião, que aborda temas como a origem, a natureza e o destino dos espíritos, a reencarnação, a lei de causa e efeito, a moral, a justiça, a caridade, a fé, a esperança, a consolação, a evolução, a revelação, a mediunidade, a manifestação dos espíritos, a influência dos espíritos na vida humana, a relação entre o mundo material e o mundo espiritual, a existência de Deus, a criação do universo, a vida nos mundos habitados, os milagres, as profecias, os sinais dos tempos, etc.
ResponderExcluirNão há uma prova definitiva de que Allan Kardec tenha sido maçom, mas há vários indícios e evidências que sugerem que ele tenha tido uma forte ligação com a maçonaria, como o uso de um pseudônimo, a influência do pedagogo e maçom Pestalozzi, o emprego de termos, símbolos e conceitos maçônicos em suas obras, e a amizade com vários maçons ilustres.