No teatro silencioso da vida, há aqueles que nascem para ser artesãos do futuro, e outros que escolhem ser figuras de aparente brilho, movidas por mãos que não se veem.
Um homem pode vestir as mais altas honras, usar símbolos antigos e falar com voz solene.
Mas se seus passos não nascem de sua vontade, mas de ordens sussurradas nos bastidores, não passa de um eco oco no templo da verdade.
Quando as cordas invisíveis guiam os gestos, a harmonia se quebra.
E se aquele que deve proteger o fogo sagrado deixar que outros soprem sobre a chama, não é o fogo que falha, mas a mão que o trai.
Hoje a maçonaria, aquele jardim cultivado com séculos de luz e sabedoria, vê algumas flores murchando não por falta de sol, mas pela sombra projetada por escolhas alheias ao dever.
O verdadeiro construtor não se ajoelha perante interesses, nem permite que outros projetem seu compasso.
Pois quem renuncia à sua independência, mesmo estando no alto, já perdeu a altura.
Que o silêncio dos sábios não se torne cumplicidade.
E que o templo, embora atingido pelos ventos, se mantenha firme, esperando o retorno daqueles que ainda se lembram porque se ergueu.
"Porque na maçonaria, o pior inimigo não está fora do templo... mas no coração de quem esquece o seu juramento."
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