O Espelho como Ritual Iniciático

 


Diante do Espelho da Alma, o iniciado não vê o seu rosto, mas a sua verdade.

Não é um objeto, é um limiar.

No silêncio do primeiro passo, quando a voz se cala e só resta o reflexo, começa a verdadeira jornada.
O espelho não mostra o que aparentamos ser, mas o que escondemos.

Sob sua superfície vive a sombra, o ego, a culpa, o desejo e a luz.

Na Maçonaria, este instante é sagrado: o momento em que o véu cai e a alma se encontra.
Olhar para si não é ver, é reconhecer-se.

Por isso, o espelho é um ritual em si mesmo: onde o profano começa a morrer, e o verdadeiro iniciado começa a nascer.
Cada grau polirá o reflexo, até que não haja máscara ou medo.

Só então o espelho deixa de ser cristal... e torna-se um portal para a Luz.

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