A Cruz e a Rosa, símbolos do alvorecer da vida eterna.

A Cruz, venerada desde a mais remota antiguidade, é uma ponte entre o divino e o humano: Seus quatro braços apontam os pontos cardeais, simbolizando todo o universo e a manifestação do G:. A:. D:. U:. na natureza.

Para o cristianismo esotérico, a Cruz é a árvore da vida onde o Verbo se fez carne. Nela, a dor é transformada em salvação.
A Rosa, rainha das flores, escondida em sua beleza profundas ensinamentos:
Antigamente, consagrava-se ao sol nascente.
É um emblema da luz que vence as trevas, como a aurora que segue a noite.

Suas pétalas escondem um centro dourado, tal como o iniciado guarda a verdade no seu coração.

A rosa branca em particular simboliza a pureza da alma.
A rosa que floresce entre espinhos reflete o caminho do maçom: a superação do sofrimento para alcançar a sabedoria.
Quando estes dois símbolos se entrelaçam, revelam o grande arquétipo rosacruz:
- A Cruz (o imutável) e a Rosa (o perecível) unidas nos lembram que a morte é apenas um passo para a imortalidade.
- Como a rosa que nasce na madeira da cruz, o iniciado renasce espiritualmente após o sacrifício do seu ego.
- A verticalidade da Cruz (espírito) e a circularidade da Rosa (matéria) simbolizam a união entre o céu e a terra, entre o divino e o humano.
- No centro da cruz, a rosa é o coração iluminado do Cavaleiro Rosacruz.
"Porte sua cruz com dignidade, mas deixe a rosa florescer nela": Provas (cruz) são o solo onde germina a virtude (rosa).

Este grau nos ensina que, após a crucificação das nossas paixões, a ressurreição chega a uma vida superior.

Em nossas cerimônias, a Cruz e a Rosa nos interpelam:
Estamos construindo uma vida onde o sagrado (cruz) e o belo (rosa) se equilibram?
Somos capazes de ver, por trás dos espinhos da existência, a rosa eterna da esperança?
Que esses símbolos nos guiem para a verdadeira luz, onde já não há noite, mas sim uma alba perpétua.

Lembrando das palavras do ritual:
"A Rosa floresce na Cruz, e a Cruz ilumina-se com a Rosa".

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