O VERDADEIRO ADVERSÁRIO: A SOMBRA NO NOSSO TEMPLO INTERIOR.

 


Hoje propomos que reflictam sobre um símbolo controverso e mal interpretado intencionalmente ao nosso ver:
Satanás...
A tradição judaico-cristã nos legou a figura do "Adversário" (em hebraico, Śāṭān).
Mas... Vamos refletir, não é o próprio homem o seu próprio adversário quando evita a sua própria consciência e responsabilidade perante os seus atos?
"Do coração do homem saem os maus pensamentos" (Marcos 7:21).

O verdadeiro mal não habita em um anjo caído, mas na escuridão não iluminada do nosso ser.

Nietzsche... O filósofo do martelo nos alertou:
"Quem luta contra monstros deve ter cuidado para não se tornar um".
Atribuir o mal a Satanás como figura externa é enfraquecer a vontade humana, negando nossa capacidade de dominar a besta interior e a responsabilidade de assumir a responsabilidade de construir constantemente o templo interior.
O dogma sempre foi uma arma de manipulação.

O cristianismo tardio transformou o Diabo em um teatro do medo.

Então o homem, em vez de esculpir a sua pedra bruta, gritava: "O demónio me tentou! ".

Essa não é a maior covardia moral?

Responsabilidade individual é o caminho.
NOSSO ESQUADRO E COMPASSO.

A Maçonaria nos ensina que somos arquitetos do nosso destino.

Por isso, propomos três ferramentas para dissolver o mito do Mal:
1 - O CINCEL DA INTELIGÊNCIA E DA CONSCIÊNCIA.
"Conheça-se a si mesmo" (inscrito no Oráculo de Delfos, retomado pelos primeiros cristãos gnósticos).
Como Jesus enfrentou o Diabo no deserto (Mateus 4:1-11), nós devemos vencer nossas próprias tentações sem demonizar o mundo.
2 - O MAÇO DA VONTADE E DA FORÇA
(Nietzsche):
"O que não me mata, me fortalece".
Não existe "pecado original", apenas fraqueza não transmutada em virtude.
O super-homem maçônico é aquele que assume sua escuridão para esculpir na luz.
3 - A REGRA DE OURO (Maçonaria):
"Trate os outros como gostaria de ser tratado" (Lei Maçônica).
Se o mal existe, é na injustiça humana, não em espectros, diabos, demônios e todas essas invenções externas para ter a quem culpar.
Lembrem-se, nossas ações são pedras
do Templo Universal.
É POR ISSO, que estas figuras são apenas alegorias que devemos conhecer.
São nossas desculpas para não sermos íntegros (avareza, luxúria, preguiça), é o ego que nos faz acreditar que somos superiores e donos da criação, não seus guardiães,
Nenhum demônio apagou a Luz no Templo de Salomão: foram mãos humanas que profanaram o Sanctórum.
Por essa razão, posso dizer que se nosso esquadro desviar seu ângulo, se nosso compasso esquecer seus limites, a culpa não será do Diabo, nem de Deus, nem do destino.
Será nossa...
e nossa será a tarefa de corrigi-la.

Porque só assim, esculpindo nossa pedra bruta, venceremos o único Satanás que existe: nossa própria ignorância, nosso medo e nossa soberba.

Assim seja, em todos os tempos e em todos os orbs!

(por M. '. M. '. KaeL)

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