As abelhas possuem o corpo dividido em três partes: cabeça, tórax e abdome. A abelha era um símbolo importante na cultura Lídia, representando a deusa Cibele, que simbolizava fertilidade, prosperidade e natureza.
As abelhas também representavam diligência, era trabalho comunitário, valores essenciais para os lídios.
A abelha é um recurso muito valioso desde os tempos pré-históricos, o mel que produziam foi um dos primeiros doces que o homem provou.
A cera é utilizada desde as primeiras civilizações para fazer velas e iluminar na escuridão das cavernas; eles também o usaram para impermeabilizar tecidos.
As abelhas e os locais onde nidificam são um tesouro neste mundo para cada uma das civilizações que as habitaram.
A humanidade tem se inspirado
nelas ao longo da história,
por isso, as abelhas eram reconhecidas
como símbolo de trabalho e união,
ao longo do tempo, em diferentes culturas.
A abelha foi associada a Éfeso por muitas razões. Segundo o escritor Philostratos, os atenienses que vieram colonizar a Jônia, onde fica Éfeso, foram liderados pelas Musas, que assumiram a forma de abelhas.
As sacerdotisas de Ártemis eram chamadas de melissaiou “abelhas” da deusa Inschriftenvon Ephesus (2109), e eram lideradas por “abelhas-rei” (essenes), sacerdotes que serviam por um ano sob estritas regras de pureza (Pausânias 8.13.1); os antigos gregos e romanos não perceberam que o líder de uma colmeia é uma rainha, não um rei.
As abelhas tiveram o seu aparecimento anteriormente no antigo Egito, Roma antiga e no mundo cristão. A abelha simboliza a imortalidade, cooperação, nobreza, trabalho e disciplina.
No Antigo Egito, a abelha era um símbolo da realeza, acreditava-se que havia sido gerada a partir das lágrimas de RÁ, o deus Sol egípcio, assim símbolo solar, ganhando a representação da luz e realeza, real e da alma, aquela que purificada pelo fogo e nutre pelo mel.
A abelha trabalha arduamente e sem descanso, não para ela, mas para todas, ela produz e constrói, vive em harmonia com a natureza.
Já na Grécia Antiga, a abelha é associada com Deméter, deusa da colheita e da agricultura, e simboliza a transição da alma entre o mundo material e o astral.
No cristianismo, simboliza a luz, lealdade, ordem e colaboração.
As operárias da colmeia simbolizam
o servo de Deus,
o leal, ordeiro e dirigente.
A colmeia, que significa a Loja, é o grande emblema do resultado do trabalho da abelha, dos obreiros, da sua capacidade de construir algo em prol de todos, é o ser construtor, assim como o maçom pretende ser.
A partir disso, é fácil compreender como a colmeia tornou-se um símbolo maçônico presente em antigos estandartes e aventais e no grau de Mestre Maçom dos rituais mais antigos da nossa Ordem.
A colmeia é uma referência à Loja, indústria importante símbolo, a rainha simboliza a realeza, que comanda as abelhas, o VM os obreiros com sabedoria da geometria sagrada.
Este símbolo, juntamente com a colmeia, só foi incorporado nos rituais maçônicos anos depois da transformação da Maçonaria Operativa em Maçonaria Especulativa.
A colmeia e as suas abelhas, símbolo do trabalho assíduo, da diligência, assiduidade, esforço da atividade constante, simbolizam também a sabedoria, a obediência, o rejuvenescimento, ensinando-nos um comportamento racional, inteligente, laborioso, e nunca descansarmos enquanto tivermos ao nosso redor irmãos necessitados aos quais podemos ajudar, sem prejuízo para os outros.
A abelha-operária, que representa os obreiros, também tem a sua graduação, o seu primeiro estágio ou grau executa os primeiros trabalhos de ir e vir, cuidando principalmente da faxina, o seu número é o, três, afinal, a partir do 4°dia ela é elevada a outras obrigações.
Acompanham e abrilhantam os trabalhos das irmãs, representados pelo Mestre recebem as substâncias, instruções das outras, fazendo dentro de si uma mistura de mel e água e regurgitam nos alvéolos em que existem larvas (candidatos) e também cuidam da venerada rainha. Mas chega a hora em que, adquirindo instruções superiores, elas são promovidas a Mestres de Obras.
Vão trabalhar construindo os favos e as paredes da colmeia, com níveis, esquadros e prumos, executam os seus trabalhos com fervor e zelo.
Ao final do 3º ciclo de sete dias, elas se desinstalam da colmeia e passam a trabalhar no campo, preocupadas apenas com o trabalho.
Esta abelha é chamada de “campeira”, e que bom seria se tivéssemos um número crescente de maçons campeiros.
Aquele irmão que sai a campo, procurando conhecimento e entendimento, visando apenas compartilhar o que colheu com os seus irmãos em Loja, assim se torna um elemento útil à nossa sociedade e digno da nossa admiração.
A abelha trabalha duro e sem descanso, não para ela, mas para todos, ela produz e constrói, ela vive em harmonia, e a colmeia é um emblema de Loja e Indústria, e o trabalho da abelha, em prol de todos, é o ser construtor.
Elas ensinam-nos a prática dessas virtudes a todos os maçons, sendo suas imagens encontradas na arte e literatura americana. No antigo Egito, nos esclarece o Mestre Nicola Aslan, “a Colmeia tinha interpretações místicas.”
Representava as leis da natureza e princípios divinos. Lembrava que o homem devia construir um lugar onde pudesse trabalhar, e isto era representado pelo Templo.
Dentro desse Templo, todos devemos estar ocupados numa produção cooperativa e mútua.
Na “Enciclopédia da Franco Maçonaria” de Albert G.Mackey diz que os maçons devem “observar as abelhas e aprender como são laboriosas e que notável trabalho elas produzem, prevalecendo os valores da sabedoria, apesar de serem frágeis e pequenas”.
Há vários registros de colmeias como parte integrante e de destaque de templos e rituais maçônicos, na Inglaterra, Irlanda, Escócia e os Estados Unidos no século XVIII.
Com a renovação dos rituais em boa parte do Reino Unido a partir de 1813, esse importante símbolo foi de certa forma ignorado, com exceção da maçonaria americana, que manteve a sua importância no ritual.
Enfim, um dos símbolos maçônicos com significado e ensinamentos mais profundos, esse é o verdadeiro símbolo perdido pelo tempo da Maçonaria.
Por fim, as abelhas também são vistas como símbolo de coragem e perseverança.
Elas enfrentam muitos desafios na sua jornada para coletar néctar e construir o seu lar, mas ainda assim persistem na sua missão. Esse espírito forte e determinado é algo que todos nós podemos aprender e incorporar nas nossas vidas.
Conclusão
Em resumo, as abelhas têm um significado espiritual rico e profundo que nos inspira a trabalhar juntos, a ser corajosos e perseverantes, e a conectar o mundo físico com o espiritual.
Seguindo o exemplo dessas incríveis criaturas pequenas, podemos crescer e evoluir na nossa jornada espiritual.
Assim como uma colmeia é organizada e cada abelha desempenha um papel específico para o bem-estar da comunidade, na maçonaria, os irmãos também são parte de uma Ordem estruturada, onde cada um tem a sua função e contribuição para o grupo.
A relação entre uma colmeia de abelhas e a maçonaria pode ser vista através de uma metáfora interessante.
Assim como uma colmeia é organizada e cada abelha desempenha um papel específico para o bem-estar da comunidade, na maçonaria, os obreiros também são parte de uma organização estruturada,
onde cada um tem a sua função e contribuição para o grupo.
Ambos os sistemas são caracterizados pela cooperação, ordem e trabalho em prol de um objetivo comum.
Além disso, assim como as abelhas constroem a sua colmeia seguindo um plano meticuloso, os maçons também trabalham juntos para construir algo duradouro e significativo, baseado em princípios como fraternidade, moralidade e a busca pelo conhecimento.
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