Quem “é Maçom”, e quem “está Maçom”!

 


O Maçom sabe, que ao entrarmos na Maçonaria, devemos todos “SER MAÇONS”, e não “ESTAR MAÇONS”. Na verdade, temos o dever, a responsabilidade de realmente “ser Maçons”.


O Maçom sabe também, que em nosso bom português, os verbos "ser" e "estar" são usados para expressar diferentes tipos de estados e características, mas a principal diferença reside em sua natureza: "SER" indica características permanentes ou essenciais, enquanto "ESTAR" indica estados temporários ou situacionais.

Ou seja, o “ser Maçons”, significa dizer que todos nós como irmãos que somos, independentemente de nossas origens, crenças, ou situação social, devemos incorporar os princípios Maçônicos, dentre os quais se destacam, a virtude, a sabedoria e a justiça, e então, trabalhar juntos para construirmos um Oriente Terreno melhor, um mundo melhor.

Além do que, quando me refiro a “ser Maçons”, quero também com isso enfatizar, a importância da busca pela verdade, do desenvolvimento pessoal e “principalmente” da prática da caridade dentro, e principalmente fora das Lojas da Sublime Ordem Maçônica.

Pois é sabido, que o Maçom, ao se esforçar para viver de acordo com esses princípios, contribui verdadeiramente para o progresso da humanidade e para a construção de uma sociedade mais justa e harmoniosa.

Além disso, a frase “ser Maçons”, reforça a ideia de que a Maçonaria é uma jornada contínua de aprendizado e crescimento, onde cada membro é chamado a aprimorar suas qualidades morais e éticas, buscando sempre a perfeição em sua conduta.

Quem “é Maçom”, diferentemente de quem “está Maçom”, sabe, que aprender, evidentemente, é um ato de humildade, sabe que estudar, é a única forma de alcançar o conhecimento necessário.

Assim como também, que para adquirir sabedoria, é preciso observar!

Quem “é Maçom”, sabe da necessidade de se envolver, de preocupar-se com seus irmãos, com sua Loja, com sua Potência, enfim, com a Ordem, etc.

Quem é Maçom, sabe que é preciso sentir que o seu percurso está intimamente ligado a todos os que de alguma forma se relacionam, direta ou indiretamente, com a Maçonaria.

Em resumo, devemos todos, “ser Maçons”, pois trata-se de um chamado à ação, um lembrete constante da responsabilidade de cada Maçom em viver de acordo com os ideais da ordem e em trabalhar em prol do bem comum, seguindo os princípios de liberdade, igualdade e fraternidade.

E só para concluir, digo o seguinte:
É na “preservação” das tradições, que percebemos quem “é Maçom”, e quem “está Maçom”!


M∴ M∴ Estelio Guimarães Cavalcante

Comentários

  1. Na vida, na maioria das veredas que perfazemos, precisamos entender que “estamos” e raramente “somos”; e distinguir entre ser e estar é tão importante para a harmonia da vida, quando viver e se manter vivo. O homem, desde a concepção, precisa percorrer degraus e quando abrolha para a luz profana, permanece subindo degraus, pois descê-los significa um retrocesso. E quando esse homem enxerga a Luz Verdadeira, ele precisa saber e entender de fato, que na Grande Ordem não se permite descer degraus.

    Estacionar, talvez; lembrando que não é e jamais será o propósito de um pedreiro astuto manter-se estacionado, seja em qual degrau estiver. O pedreiro de verdade jamais sucumbe ao temor do intolerável. Dia pós dia é seu dever esquadrinhar seu caminho para subir os degraus fulgurados pelo Grande Arquiteto do Universo.

    Os Graus da Maçonaria, são meramente emblemáticos. Com base na verdade histórica e tradição autêntica, ainda é um apólogo. A lição líder de todos os Graus baseia-se na lealdade ao comprometimento, e como se não fosse muito ser leal e comprometido, o Maçom verdadeiro carece de alma ter tenacidade e perseverança sob as dificuldades e os desânimos, pois via de regra, se assim não o for, padecerá à sombra do desconhecido e da ignorância.

    A Suprema Ordem da Arte Real está envolvida em sua cruzada, contra a estupidez, o absolutismo, a intransigência, crendice, preconceito, falta de altruísmo, e principalmente ao erro. Aquele que aceita percorrer os mares ocultos não se pode permitir temer, jamais, a exaltação das tempestades. O verdadeiro Maçom precisa entender; e mais uma vez com a alma, que jamais encontrará mar calmo no caminho do entendimento da Luz Verdadeira. Ao invés disso, o Obreiro de Deus, na forma mais Justa e Perfeita, deve focar sua visão em um porto acolhedor onde aviste apenas princípios de conhecimentos milenares e que nunca lhe serão suficientes, enquanto fores vivo, para superar muitas correntes opostas e ventos desconcertantes.

    Os principais estorvos ao seu sucesso são a insensibilidade, o marasmo e falta de fé dos seus próprios filhos egoístas, e a sonolência excessiva do mundo. No peito de um bom Maçom bate um coração diferente, que além de pulsar sangue para alimentar o corpo, ruge paixões que muitas vezes toa a vida dos néscios.

    O homem é desde sempre envolvido em tumultos dos alvoroços políticos; e nessa epopeia desconcertante, ele esquece de abrandar a voz a quem mais precisa dela. Falamos muito de lealdade e repulsa a vaidade, mas enxergamos cada vez mais nossos diletos Irmãos comportando-se com a aversão da lealdade e submissos a vaidade, seja na vida com seus entes queridos, seja nos negócios, seja na política, seja em convívio com os Irmãos.

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  2. Não podemos esquecer da voz tranquila da Maçonaria, que nos tine o martelo, nos ensinando a primeira lição que podemos traduzir quando mergulhamos nos mais antigos ensinamentos. E qual é essa primeira lição? Aquele que submerge em qualquer grande obra de jubilação ou humanidade, precisa unicamente ser leal e comprometido! Mas então, o que é que estamos fazendo? Estamos cada vez mais distantes da realidade. Estamos cada vez mais inventando cenas para nos afirmar Maçons, quando na verdade, essencialmente, alguns Maçons distraídos permanecem descuidados, mornos, e indiferentes a tudo o que não diz respeito a seu próprio compromisso!

    Cada degrau que precisamos percorrer na Maçonaria precisa ser entendido de fato e de direito. Não devemos subir esses degraus para regozijarmos em ostentação, para que todas as grandes obras do homem, lutando em direção à perfeição, sejam devidamente escritas com letras de ouro no livro dos Salmos que é reescrito todos os dias.

    O aficionado, que imagina que ele pode impor com seu próprio ânimo a multidão ao seu redor, ou mesmo os poucos que se associaram com ele como colegas de trabalho, é terrivelmente equivocado; e na maioria das vezes a convicção de seu próprio erro é seguido por desânimo e aversão de Irmãos que o admiram.

    O bom pedreiro deve fazer tudo, pagar tudo, e sofrer tudo também e, em seguida, quando, apesar de todos os entraves e cadeados, o sucesso é realizado, e um grande trabalho feito, ele não precisa olhar com indiferença para aqueles que se opunham ou olhou friamente sobre ele, pois esse não é o papel do bom e verdadeiro Maçom. Assim como os bons profanos, todos nós precisamos de reivindicações de júbilo a boa obra. Todos nós precisamos colher os elogios e as recompensas, pois é o destino comum e quase universal do benfeitor de sua espécie, o Grande Arquiteto do Universo, mas não enxerguemos isso, jamais com vaidade pessoal, porque tudo que se faz de bom à Maçonaria, deve ser exclusivamente para o bem da humanidade.

    Aquele que se esforça para quadrar o bem, para patrocinar e aquilatar o mundo, é como uma pipa que luta contra a fúria dos ventos para ir cada vez mais longe!

    Certa vez no Araguaia, após um ritual indígena em que fui honrado com um convite, notei um jovem índio levando na cabeça a sua canoa e a pondo num rio marginal muito bravo. Ele pôs a canoa na foz do rio bravo e remou bravamente contra a corrente até chegar num ponto fictício criado por ele; e quando após muito esforço conseguiu chegar, tirou a canoa da água, a pôs novamente na cabeça e a levou mais uma vez para a foz, repetindo inúmeras vezes a sua determinação e indo cada vez mais distante. Perguntei ao jovem índio, porque não ir de uma vez ao ponto mais extremo; e ele me disse: - Eu preciso entender cada gota d’água desse rio através de meu remo e com o esforço de meu corpo, ou jamais entenderei de fato aquilo que Tupã predestinou para mim!

    À época eu ainda não havia enxergado a Verdadeira Luz; e com base nos mistérios Rosa-cruzes onde percorri várias sendas, pude entender perfeitamente o que quis me dizer o jovem indígena. Aquele que peleja contra um fluxo acelerado pode ouvir vozes sobre a cabeça, pode até deparar-se com ondas iradas que confundirão sua visão do Mundo, mas aquele que nunca resigna a enfrentar as adversidades impostas pela ignorância, com certeza flutuará em calmas águas; e terão como recompensa o coração agudo e braços robustos, que sempre afrontarão a lâmina cega do infortúnio, em direção ao sucesso.

    Mas quem sou eu, que tem a moral de escrever tais coisas? Eu sou como tantos outros; e posso até escrever mais do que agir, mas me garanto em jamais estar imóvel e estacionário, como a maioria dos trastes que impedem a corrente do progresso maçônico! Posso não ser a rocha polida, mas não me permito a esterilidade da árvore morta que só serve para alimentar fogos momentâneos.

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  3. Os maçons que duvidam e hesitam e são desencorajados; que não ACREDITAM na capacidade do homem para MELHORAR; que não estão dispostos a trabalhar duro e trabalhar para o interesse do bem-estar da humanidade em geral; que esperar que outros façam tudo, mesmo aquilo que eles não se opõem ou ridicularizam; enquanto eles se sentam, aplaudindo e não fazem nada, talvez, ou com certeza, só prognosticam seu próprio fracasso.

    Havia muitos homens assim na reconstrução do Templo. Havia profetas do mal e do infortúnio; gente morna e apática, que só serviam para zombar daqueles que pensaram e até fizeram obras em exaltação ao Grande Arquiteto do Universo. Assim como há milênios, hoje também há os corvos que ostentam medalhas e se dizem justos, murmuradores que pregam a tolice e a futilidade do tentame da fofoca. O mundo o mundo sempre foi feito de tal; e eles eram tão abundantes em outrora, como são agora!

    Assim como antes, nossos Irmãos de hoje ainda amargam oposições, muitas vezes dentro das suas próprias oficinas; e de toda a minha aplicação como Pedreiro; de todos os livros que me permitir ler a respeito da sublime Arte Sagrada e Real, posso afirmar que nossos Irmãos antigos perseveraram e nem todos tiveram sucesso, pois esse tal de sucesso, seja para quem for, é incerto, remoto e aleatório; e mais uma vez, devemos lembrar que SOMOS Maçons e como obreiros verdadeiros, é nosso dever, trabalhar com o gládio em uma das mãos e uma Rosa na outra!

    A Maçonaria nos ensina que Deus é um Ser Paternal, e tem interesse em suas criaturas, como é expresso no título Pai; um desconhecido interesse para todos os sistemas do paganismo, em todas as teorias da filosofia; um interesse não apenas nos seres gloriosos de outras esferas, os Filhos da Luz, os habitantes de mundos celestiais, mas em nós, pobres, ignorantes e indignos; que Ele tem piedade para os que erram, perdão para os culpados, amor para o puro, o conhecimento para os humildes, e promessas de vida imortal para quem confiar e obedecer-lhe.

    Lembremos, diletos Irmãos; que somos filhos de Deus; e não o próprio Pai! Antes de atirar uma pedra contra a vidraça, observemos melhor quem está por trás dela. Muitas vezes, agimos em detrimento da moral alheia e, nos esquecemos de traduzir a nossa própria moral. A pedra que vai no sentido do vidro, pode voltar-se no oposto do espelho...

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