UM POETA DISSE...

 

"Os livros não matam a fome
não suprimem a miséria
não acabam com a desigualdades
nem com as injustiças do mundo.
Mas, consolam as almas e nos fazem sonhar."

Olavo Bilac

Olavo Brás Martins dos Guimarães Bilac (Rio de Janeiro16 de dezembro de 1865 – Rio de Janeiro, 28 de dezembro de 1918) foi um poetajornalistacronista e contista brasileiro, reconhecido como o principal expoente do parnasianismo no país e identificado por muitos como o maior poeta brasileiro, sendo por vezes alcunhado como "o príncipe dos poetas brasileiros". 

Sua obra poética, que abrangeu a produção infantileróticapolíticaépica, intimista e social, destacou-se pelo rigor formal e pela divulgação de valores cívicosnacionalistas e republicanos

Foi também uma importante figura pública durante a Primeira República Brasileira, tendo sido membro fundador da Academia Brasileira de Letras, defensor do serviço militar obrigatório, opositor político do governo de Floriano Peixoto e letrista do Hino à Bandeira do Brasil.


HINO Á BANDEIRA
Salve lindo pendão da esperança
Salve símbolo augusto da paz
Tua nobre presença à lembrança
A grandeza da Pátria nos traz


Recebe o afeto que se encerra
Em nosso peito juvenil
Querido símbolo da terra
Da amada terra do Brasil

Em teu seio formoso retratas
Este céu de puríssimo azul
A verdura sem par destas matas
E o esplendor do Cruzeiro do Sul

Recebe o afeto que se encerra
Em nosso peito juvenil
Querido símbolo da terra
Da amada terra do Brasil

Contemplando o teu vulto sagrado
Compreendemos o nosso dever
E o Brasil por seus filhos amado
Poderoso e feliz há de ser

Recebe o afeto que se encerra
Em nosso peito juvenil
Querido símbolo da terra
Da amada terra do Brasil

Sobre a imensa Nação Brasileira
Nos momentos de festa ou de dor
Paira sempre sagrada bandeira
Pavilhão da justiça e do amor

Recebe o afeto que se encerra
Em nosso peito juvenil
Querido símbolo da terra
Da amada terra do Brasil


Composição: 
Francisco Braga / OIavo Bilac.

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