“Educar a mente sem educar o coração não é educação”.

 

Reflexão: A necessidade de adquirir treinamento abrangente.

Quem disse isso?: 

Aristóteles – Filósofo e cientista.

O que ele quis dizer? 

Valores que a educação é essencial, porque incentiva as crianças e os jovens a desenvolver comportamentos baseados na igualdade, respeito ou tolerância.

Aristóteles
Aristóteles

Aristóteles (384 a.C -322 a.C) sem sombras de dúvidas é um dos grandes filósofos da filosofia grega e contribui e muito para a formação do pensamento racional ao longo tempo.

O mesmo produziu diversas obras de suma importância acerca da política, ética, moral, dentre outros campos de conhecimentos. 

Falar de Aristóteles é falar da construção de pensamentos que embasaram a chamada terceira fase da filosofia grega “a fase sistemática.”

Aristóteles acreditava na existência de apenas um mundo, ou seja, esse em que vivemos, é apenas nele que conseguimos construir bases sólidas e consequentemente edificar o pensamento filosófico concreto, é a partir das descobertas acerca do mundo e das coisas que o filósofo realmente começa a filosofar.


Comments

  1. O filósofo grego Aristóteles acreditava na educação como forma de preparar o homem para viver em sociedade. Na atualidade, esse pensamento ainda é válido tendo em vista a forma como o homem tem se relacionado com seus semelhantes e esquecido o sentido de viver em sociedade. O maior bem para Aristóteles seria a felicidade e essa só seria alcançada através da educação.

    Aristóteles pensa a educação como causa da felicidade, pois acredita que todas as causas têm um fim. A educação seria a maneira de preparar o cidadão para a vida em sociedade, e essa vida em sociedade deveria se dar por meio de virtude calcada na boa educação e na prática de atos virtuosos. Para o filósofo, não aprendemos a virtude lendo textos ou ouvindo conceitos sobre a palavra, mas aprendemos a ser virtuosos mediante a educação que recebemos e praticando atos virtuosos. Entretanto, precisaríamos de certo conhecimento sobre os valores e definições de justiça em cada sociedade para sermos justos e virtuosos, mas a virtude e a justeza não estariam “fechadas” nessas definições.

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  2. Segundo Aristóteles, a educação deveria ser direito do estado. Ou seja, deveria haver uma educação pública voltada para todos. E, ao mesmo tempo, a educação teria seus fundamentos na família, sendo supervisionada pelo estado a fim de se garantir sua qualidade com o intuito de preparar a criança para a pólis. Para o filósofo, a forma de se educar seria através da repetição. Uma criança estaria sendo bem educada repetindo os gestos de virtude demonstrados pelos seus preceptores. Daí, a necessidade de as crianças terem uma boa instrução.

    Mas, o que seria de fato essa boa educação para Aristóteles? Sabemos que Aristóteles toma como referência positiva a educação na Cidade-Estado de Esparta. Ao nascer, todas as crianças eram apresentadas para uma comissão de avaliadores que decidiam se esta deveria ou não continuar vivendo. Se não fosse forte, perfeita e saudável a criança não tinha direito à vida. Era sacrificada em benefício da pátria. Se fosse forte e perfeita, sem nenhum indício de doença, seria mantida com a família até idade de sete anos, quando então o Estado se apropriava dela e lhe garantia educava até os vinte anos, sob a autoridade de um magistrado responsável por sua formação física, moral e cívica. Era uma educação austera, dura, que tinha como objetivo o ensino da obediência às leis e o servir à Pátria.

    Para Aristóteles, a educação é um instrumento pelo qual o homem se realiza no sentido político do termo, pois essa é a finalidade do homem segundo o filósofo. Mas convém lembrar que não existe nenhum escrito de Aristóteles de forma direta sobre educação, então faz-se necessária uma interpretação do que está dito na Ética Nicômaquéia e na Política. Na Ética Nicômaquéia, Aristóteles explicita o caráter de sua ética que- em síntese – seria o bem agir perante a sociedade e praticar atos virtuosos. Ora, para o estagirita o homem seria naturalmente um ser político, nascido, portanto, para a vida em sociedade.

    Durante o tempo em que Aristóteles passou na Academia de Platão, uma das suas maiores rivalidades foi com a escola de Isócrates, para quem o ensino da retórica era visto como indispensável para a formação do cidadão. Apesar de Aristóteles ter estudado retórica, tinha uma visão diferente não só de Isócrates como também do seu mestre Platão. Para Aristóteles, a educação dever ser separada em seus diferentes modos. No que concerne aos conteúdos, não seria interessante pensar que as verdades matemáticas caberiam em uma argumentação retórica. O ensino para Aristóteles toma um rumo diferente do Platônico. Platão tinha em mente um ideal de BEM SUPREMO para a vida. Enquanto para Aristóteles, a educação não deve ser de um ideal utópico de vida, sabendo da imperfeição humana, essa seria amenizada com a educação. Seu “ideal” poderia ser alcançado com um estado virtuoso.

    Aristóteles acreditava que O BEM SUPREMO seria a felicidade. Entretanto, não seria um bem supremo utópico. Seria como foi dito um exercício da virtude e das ações virtuosas na sociedade e em segundo plano ficaria a realização dos bens materiais. Tais exercícios de virtude não se dariam sem uma instrução, a natureza humana não teria a capacidade, segundo Aristóteles de agir deliberadamente para com atos virtuosos, seria preciso uma instrução (educação) para agir de modo virtuoso na sociedade.

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