No coração da maçonaria, a irmandade centenária que vela pela luz em meio às trevas, começa a grande odisseia com a primeira luta interior, um ritual de autoobservação que evoca os símbolos do compasso e da esquadra: ferramentas para medir e equilibrar o ser.
Como disse o ilustre maçom Benjamin Franklin:
"A maçonaria é uma ciência peculiar que ensina
os homens a serem melhores,
não por meio de pregações,
mas por exemplo e prática".
Então, imaginemos o iniciado, ansioso por correr para o mestrado maçônico sem ter dominado a simples arte do aprendiz de Maçom de caminhar passo a passo.
Este milagre infantil, esquecido na vida adulta, representa o equilíbrio maçônico entre força e beleza: tirar um pé do chão, confiar no outro e seguir em frente com sabedoria.
Na tradição, cria-se a "Marcha do Poder", um exercício que, embora pareça simples, exige todo o vigor da alma para recuperar o perdido.
A "marcha de poder"
no contexto Xamânico de Carlos Castaneda
refere-se a agir com a convicção
de que se possui o poder necessário,
mesmo quando não se tem certeza disso.
É uma estratégia do guerreiro para ser impecável ao confiar no seu poder pessoal, independentemente do seu tamanho.
É uma técnica para interagir com o mundo e com o conhecimento, tornando-o mais acessível ao poder.
Riamos com indulgência ao ver o aprendiz de maçom cambalear como um bebê dando seus primeiros passos, lembrando que até grandes maçons como George Washington admitiram:
"A verdadeira maçonaria é ação, não teoria;
é o esforço constante pela virtude".
Mas esta luta não é mera ginástica física!
É uma guerra contra o mal interno, esse automatismo que nos transforma em instrumentos reativos, como um verme que, por mais que se crie borboleta, não será até que se transforme verdadeiramente em borboleta.
Inspirado nos ensinamentos de Gurdjieff, que ressoam nos corredores maçônicos, descobrimos que o desejo de mudar para mudar, desde o estado profano só gera "mais do mesmo".
Imagine por um momento que você está de pé na entrada de um antigo templo maçônico, onde sombras de colunas imponentes sussurram segredos eternos de luz e escuridão!
No seu interior, não só são forjadas ferramentas para trabalhar a pedra, mas verdadeiras armas invisíveis para a batalha mais épica: a luta contra o mal que espreita na alma humana e no mundo.
Esta não é uma mera história alegórica clássica da Maçonaria; é real, tão real quanto um chamado para despertar, um mapa para transformar o caos em ordem, inspirado nos mistérios da Maçonaria.
Se você se atrever a cruzar este limiar, descobrirá como a primeira faísca de autoconhecimento pode acender uma revolução contra a ignorância e o mal, unindo lutas internas, sabedoria ancestral e batalhas históricas em uma narrativa que pode mudar sua vida para sempre.
Não pare agora, o véu está se levantando...
A Bíblia ou Livro da Lei reforça esta batalha em Efésios 6:12: "Porque não temos luta contra sangue e carne,
mas contra principados, contra potestades,
contra os governadores das trevas deste século,
contra os hostes espirituais do mal nas regiões celestes".
Assim, a maçonaria nos entrega a ferramenta primordial:
a observação de si mesmo,
um espelho para nos estudar e nos conhecer,
superando obstáculos internos que nos enganam
com a ilusão de autoconhecimento.
Para forçar esta observação, surge o artifício maçônico: "Faça o que o seu EGO não deseja,
faça o que o seu ego profano não gosta,
e assim o vencerá".
Esta luta contra gostos e desgostos revela maneiismos automáticos – físicos, emocionais, mentais – que, ao tentar bani-los, se revelam como parte integrante de nós.
Diante do fracasso após fracasso não desanime, não seja como o peixe arrastado pela corrente que recua em vez de avançar, seja como o salmão que nada contra a corrente, não caia na desilusão desnecessária: a constatação de que sozinhos não podemos nos transformar.
Aqui entra a sabedoria de Albert Pike, eminente maçonaria: "A maçonaria é o subjugação do humano
que há no homem, pelo divino".
Só então, com bases firmes e o terror da nossa própria prisão psicológica, estamos prontos para o trabalho autêntico, procurando maçons livres em grupos maçônicos genuínos, onde guias autênticos valorizam o tempo e exigem sinceridade.
Chega de carcereiros cegos;
apenas irmãos na luz,
dispostos a pagar
o preço pela liberdade.
Esta luta interior se entrelaça com a reflexão maçônica sobre o verdadeiro sucesso, ilustrada no encontro de um maçom bem sucedido por padrões mundanos ou profanos – família, profissão em física atômica, livros publicados, sua quantia bancária milionária – mas que se sente vazio interiormente, como se tivesse falhado em escolher o barco certo.
"O que eu realmente consegui? ", pergunta, eco de muitos iniciados.
Um sábio sufi, cuja filosofia ressoa com os mistérios maçônicos, responde com quatro aforismos transformadores:
"Não tenha expectativas de nada. Não exigir nada.
Não desejar nada. Não ser nada."
O maçom, perplexo, replica que "não ser nada" equivale à morte, mas o sufi esclarece:
"Morre antes de morrer",
aniquilação do ego para renascer,
escolhendo conscientemente servir a
Força da Luz contra as Trevas.
Como ondas que se fundem no oceano, devemos nos misturar com o Eu Superior, com Deus o Criador, compreendendo os mistérios.
O próprio Livro da Lei fortalece-o em Romanos 12:21:
"Não sejam vencidos pelo mal,
mas vence o mal com o bem".
Na Maçonaria, isso significa transformar-se de escravo em mestre, ator e espectador do jogo supremo, mudando a pele do ego para se juntar ao divino.
Como maçom, forjado na busca de verdades universais, acrescento esta ideia chocante:
na nossa era digital, onde algoritmos nos manipulam como peões invisíveis, esta luta maçônica adquire urgência cósmica. Imagine sua mente como um templo hackeado por distrações; auto-observação é o firewall definitivo contra o mal cibernético do ego inflado.
E se, ao "morrer antes de morrer", como marcado pela iniciação maçônica e a exaltação ao sublime grau de mestre maçom, liberamos não apenas almas, mas consciências coletivas, forjando uma rede de luz contra a escuridão global?
Esta narrativa culmina na luta maçônica alargada:
não apenas individual,
mas social e histórica,
um compromisso com
liberdade, igualdade e solidariedade
contra injustiça e ignorância.
Os três pilares – Sabedoria, Força e Beleza – guiam o aperfeiçoamento moral, tornando o maçom mais tolerante e útil.
Historicamente, a maçonaria lutou contra instituições opressoras, como a Igreja Católica durante o Porfiriato no México ou na Guerra Civil espanhola, sofrendo perseguições pelo seu anticlericalismo e defesa do progresso.
Como proclamou o maçom Voltaire:
"Esmaga o infame" ...
referindo-se à superstição e ao fanatismo.
Na sociedade, os maçons são revolucionários clássicos, construindo um mundo justo, como no Maçônico Rito Nacional Mexicano.
No final, esta luta unificada contra o mal – interior, social, eterno – recorda-nos a citação do Livro da Lei de Tiago 4:7: “Sujeitai-vos, pois, a Deus;
resisti ao diabo e ele fugirá de vós”.
Na maçonaria, desde o primeiro passo cambaleante até a fusão com o divino, cada esforço ilumina o caminho.
Você está pronto para se juntar a essa batalha?
O templo espera por você.
Alcoseri
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