O ego e sua verdadeira função: alimentar o espírito (Germán Mora)

 

O ego e sua verdadeira função: alimentar o espírito
Isto não é psicologia.

É a anatomia do eu como servo, não como mestre.

O problema não é o ego.

É que você o confundiu com sua identidade.

E enquanto você achar que você é o ego, ele se torna tirano:
julga você,
compara você,
defende-te,
isola-te.
Mas quando você deixa de ser ele...
então, você pode cumprir sua verdadeira função:
Alimentar o espírito com a energia que antes usava para proteger uma ilusão.

Ego não é inimigo.
É uma ferramenta mal orientada.

Ele não nasceu para te escravizar.

Nasceu para:
- Organizar a experiência humana.
- Proteger o corpo.
- Recordar o passado.
- Planejar o futuro.
- Navegar pelo mundo social.

Mas como ninguém te ensinou que não eras tu, ele assumiu o controle. Ele assumiu o comando.

E desde então, você vive como se sua identidade dependesse de:
→ O que você consegue.
→ O que pensam de você.
→ O que você possui.
→ Sua história pessoal.

E assim, o ego, em vez de servir, tornou-se prisioneiro... e guarda.
Quando o ego deixa de te definir, ele se transforma em ponte.
Quando você diz:
"Eu não sou minha mente", o ego não morre.
Muda de função."

Você não precisa mais construir uma identidade falsa.

Então, você pode usar sua energia para:
Proteja o campo sagrado do ser
- Não com medo, mas com discernimento.
- Não rejeitando o outro, mas filtrando o tóxico.
- Como um guardião que já não defende uma máscara, mas sim o templo interior.
Organize a vida sem posse
- Trabalha, mas não se identifica com o papel.
- Fala, mas não procura validação.
- Decida, mas sem ligação ao resultado.
Lembrar sem sofrer
- Acede ao passado, mas não vive nele.
- Use a memória como ferramenta, não como prisão.
- Aprende, mas não se pune.
Planeje sem ansiedade
- Pense no futuro, mas continue no agora.
- Prepara, mas não tem medo.
- Aja, mas saiba que o espírito está sempre seguro.
Alimente o espírito:
a verdadeira missão do ego liberado
O espírito não come pensamentos.
Venha.
- Presença.
- Amor incondicional.
- Verdade vivida.
- Sacrifício do falso eu.

E o ego, quando não se cria o centro,
pode lhe oferecer tudo isso:
- Faz-lhe silêncio ao entregar o controle.
- Dá clareza ao parar de distorcer a realidade.
- Dá energia ao cessar a luta interna.
- Dá paz ao reconhecer que não manda.

E assim,
o ego se torna sacerdote do espírito:
não em quem acredita, mas em quem o sustenta, nutre, defende, sem querer ser ele.

Não destrua o ego.
Reinstale no lugar.

Não precisas de o aniquilar.
Precisas de desmontá-lo do trono.

E sempre que você sentir:
- Orgulho → pergunte a si mesmo: "Por quem eu luto? "
- Medo → diga: "Este não é o meu centro. "
- Necessidade de ter razão → solta: "Prefiro paz à razão. "

Então, o ego não desaparece.
Alinha-se.
E nesse alinhamento, pare de gastar sua energia...
e comece a doá-la!


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