Na história moderna, poucos nomes despertaram tanta reverência espiritual quanto o de Haile Selassie I, Imperador da Etiópia e descendente direto do Rei Salomão e da Rainha de Sabá.
Sua linhagem, segundo a tradição etíope, representa a continuidade do Trono de Davi, símbolo do pacto entre Deus e seu povo.
Quando foi coroado em 1930 com o título de Rei dos Reis, Senhor dos Senhores, Leão Conquistador da Tribo de Judá, muitos viram nele o cumprimento de antigas profecias africanas e bíblicas.
Para o movimento Rastafari, sua figura encarna a presença viva da divindade na Terra:
não como um deus que exige culto, mas como um homem iluminado que mostrou com sabedoria e justiça o poder espiritual da verdadeira liderança.
Haile Selassie não pregou religião, pregou consciência, unidade e educação espiritual.
Sua mensagem foi clara:
o homem deve se elevar pelo conhecimento e lembrar que a alma é o seu templo.
Foi símbolo da independência africana, defensor da liberdade humana e da fé no Criador.
Sua sabedoria uniu o antigo ao moderno, o místico ao político, o africano ao universal.
É por isso que os Rastafaris o chamam de Jah Rastafari, não como um dogma, mas como reconhecimento da centelha divina que pode despertar em cada ser humano.
O Leão de Judá continua rugindo...
não de um trono,
mas da consciência daqueles
que buscam verdade, justiça e espírito.
Comentários
Postar um comentário