A MAÇONARIA SE MULTIPLICA DIVIDINDO.

 


Na Maçonaria existe uma alta mobilidade de pessoas,
o êxodo normal e o induzido por ações
contrárias aos princípios da Ordem,
muitos chegam e poucos saem das Lojas.

A experiência, ainda que curta, serve-lhes para resituírem-se em relação aos outros e para assumirem-se como protagonista da sua própria identidade maçônica, para trabalhar a empatia e tornar visível diferentes formas de construir uma realidade pessoal, institucional e social.

No Chile, muitas vezes destacamos apenas uma referência maçônica, mas não visualizamos nesta experiência a existência de novas referências maçônicas constituídas por Orientes ou Grandes Logias que surgem para atender necessidades próprias daqueles que desejam trabalhar ou conhecer diferentes alternativas de trabalho maçônico através de diferentes Ritos ou Rituais difundidos mundialmente, mas que sistematicamente foram negados no país.

Claramente a maçonaria está mudando, no século 21 já não é património apenas de uma Grande Logia ou de um Grande Oriente em particular, as novas referências sugerem exclusivamente uma articulação construtiva entre o pessoal e o grupo colocando no âmbito do ritual uma reflexão sobre a reciprocidade entre o emocional, o inconsciente e a racionalidade consente, também sobre o seu papel Iniciático, e aquilo que fazemos ou deixamos de fazer.

Hoje existem diversas referências maçônicas em território nacional, nenhuma melhor ou pior do que a outra, só que optaram pela prática de uma modalidade diferente, todas válidas dentro do concerto internacional, com nuances diferentes, mas em busca de um mesmo objectivo.

A maçonaria anglo-saxônica no concerto Universal centra o seu desenvolvimento trabalhando “EENDGADU”, o que permite entender como esta deve ser vivenciada no íntimo dos seus rituais.

Neste contexto, damos conta, entre outras, o ascensão do Rito de Memphis Misraim, a Grande Logia Nacional, a Grande Logia Autónoma do Chile como referência do "Ritual Emulação", a Grande Logia dos Mestres Maçons de Marca de Santiago, o Grande Capítulo Arco Real do Chile, o Grande Oriente Chileno, A Grande Loja de Emulação, etc. etc. etc.

Obediências que baseiam sua essência maçônica no caminho inicático, onde os membros mais antigos necessariamente têm a obrigação de ensinar
e ajudar a transferir a Tradição Maçônica
para aqueles que se candidatam a ser admitidos
nos mistérios e privilégios da Maçonaria.

Estas novas referências surgem como resposta à inopia daqueles que tiveram em suas mãos advertir o presente, sem esquecer o passado para construir um futuro onde cada maçom receba o que lhe é devido, tenha os mesmos direitos, deveres e obrigações, sob a base de critérios aplicados com base em Justiça, honra e verdade. (J.H.V.).

Felizmente, hoje na REPÚBLICA DO FIM DO MUNDO, embora pareça um paradoxo, A MAÇONARIA CHILENA CRESCE SE DIVIDINDO.

(Adaptação Colorado Ruiz 2018)

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