O labirinto é um dos símbolos iniciais mais antigos e universais. Representa o caminho da vida e, ao mesmo tempo, a jornada interior do ser humano em busca de sentido. Não se trata de um simples emaranhado de caminhos, mas sim de um caminho único e exigente que força a avançar, recuar e perseverar até chegar ao seu centro, onde ocorre a transformação.
ignorância, paixões desordenadas e animalidade.
Vencê-lo não significa destruir algo externo, mas dominar o que nos escraviza por dentro.
Por isso, a verdadeira vitória está sobre si mesmo e marca o nascimento de uma consciência renovada.
Na tradição maçônica, o labirinto está associado às viagens iniciais do neófito.
Entra-se do Ocidente, lugar simbólico da morte e da ignorância, e avança-se para o Oriente, onde nasce a Luz.
O percurso reflete o processo de aprendizagem, disciplina e autoconhecimento que leva à Ara Sagrada e ao despertar espiritual.
Durante a Idade Média, os maçons operacionais colocaram este símbolo nas catedrais góticas.
Caminhar seus labirintos era uma iniciação silenciosa que ensinava a não desesperar diante dos rodeios da estrada.
Embora muitos tenham sido destruídos, o símbolo reaparece repetidamente na história, demonstrando sua validade e profundidade.
O mito de Teseu, o Minotauro e o fio de Ariadne reforçam este ensino.
O fio representa a consciência, a prudência e a orientação que impedem de se perder definitivamente.
Sem esse fio, mesmo depois de vencer o monstro, o homem ficaria preso na confusão. Com ele, encontre a saída e a liberdade.
Hoje, o labirinto continua vivo
na psicologia, arte, ciência e
cultura moderna.
O inconsciente, o cérebro humano e a própria sociedade são labirintos complexos.
Para maçons e profanos, este símbolo lembra
que se perder faz parte da aprendizagem e que
só aquele que se atreve a trilhar o caminho interior
pode passar da sombra para a luz.
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