No silêncio profundo do solstício de inverno,
O Sol toca o seu ponto mais baixo na eclíptica do Zodíaco.
Não é morte, é gestação.
De Capricórnio, morada de Saturno,
O sol nasce de novo depois de atravessar a escuridão.
aceitando o peso do tempo, o teste do limite
e disciplina do mundo material.
Lá, onde a luz é escassa e o frio governa,
começa o seu retorno inevitável.
Esse momento sagrado marca a virada do destino:
a noite não cresce mais,
a luz — embora ainda fraca — foi restaurada.
Por isso os antigos chamaram-lhe Sol Invictus. o Sol Invencível,
Porque até na sua maior humilhação.
nunca é destruído.
A partir desse ponto,
o Sol começa sua ascensão lenta e firme.
subindo de grau a grau pela eclíptica
como a cabra montesa de Capricórnio
que escala a montanha mais árdua
com perseverança, resistência e propósito.
Não corre, não se precipita.
avança porque a ordem do cosmos assim o dispõe.
Todos os dias a luz se prolonga.
cada amanhecer confirma sua vitória silenciosa,
até que finalmente, no equinócio de Áries,
O sol atravessa o limiar do equilíbrio.
e a vida volta a impor-se com força manifesta.
Assim, o Sol Invictus não vence
pela força imediata.
mas pela constância.
Não evita a escuridão:
Atravessa-a, suporta-a e transcende-a.
Este é o mistério do solstício de inverno:
quando tudo parece parar,
a subida já começou.
Comentários
Postar um comentário