Movimentos Separatistas no Brasil - Países que podem Surgir



Movimentos separatistas

Movimentos separatistas são movimentos que lutam pela autonomia política e independência.procurando garantir a separação de determinada nação para dar origem a outro país. 

As motivações para que esses movimentos tomem 
formam são variadas, incluindo questões religiosas, 
diferenças, insatisfações políticas e econômicas etc. 

A história brasileira, no período colonial e no período 
monárquico, ficou marcada por alguns desses movimentos 
separatistas: 

Inconfidência Mineira, Conjuração Baiana, 
Revolução Pernambucana de 1817, Cabanagem, 
Revolução Farroupilha, Sabinada e 
Confederação do Equador. 

As motivações que explicam esses movimentos são diversas 
estão relacionadas ao contexto de cada movimento.

Resumo sobre movimentos separatistas

Movimentos separatistas são movimentos políticos que lutam 
pela autodeterminação e, portanto, pela independência de 
determinado local.

Na Europa, um dos casos de separatismo mais 
emblemáticos foi o da Iugoslávia, cuja desintegração 
resultou em oito nações.

Na África, movimentos separatistas resultaram em novos 
países, como o Sudão do Sul, a Eritreia e a Namíbia.

Na atualidade, há inúmeros movimentos separatistas que 
lutam por sua independência, como o caso 
de Quebec, que quer se separar do Canadá; 
da Patagônia, que quer se separar da Argentina; 
da Escócia, que quer se separar do Reino Unido; 
do Tibet, que quer se separar da China, e muitos outros.

No Brasil, a Inconfidência Mineira, a Conjuração Baiana e a 
Revolução Pernambucana são exemplos de revoltas 
separatistas do período colonial.

Já no período monárquico, a Confederação do Equador, 
a Cabanagem, a Revolução Farroupilha e a Sabinada 
são exemplos de revoltas separatistas.

O que são os movimentos separatistas?

Movimentos separatistas, de maneira geral, são movimentos
políticos que lutam pelo direito de autodeterminação
portanto, pelo direito de separação e independência de 
determinado território.

São motivados por diferentes aspectos, podendo ser por:

diferenças religiosas;
diferenças étnicas;
insatisfações políticas;
insatisfações econômicas etc.

Nesse sentido, os movimentos separatistas, se alcançados 
os seus objetivos, possibilitam o surgimento de 
outro país por meio do desmembramento de determinada 
nação. 

Os movimentos separatistas, mundo afora, são motivos 
de tensão política, uma vez que o choque de interesses 
existente em quem defende e quem não 
defende esses movimentos pode gerar conflitos armados.

Movimentos separatistas do mundo

Ao longo da história, uma série de movimentos separatistas surgiram e deram 
origem a novas nações.

Movimentos separatistas na Europa

Na Europa, o caso de separatismo mais notório tem sido o 
da Iugoslávianação formada após a Segunda Guerra
Mundial e que reúne diferentes nacionalidades de povos 
eslavos dos Bálcãs. 
O fim do bloco socialista deu força a diferentes movimentos 
nacionalistas, que atuaram pelo separatismo. 
O resultado foi que a Iugoslávia se dividiu em diferentes 
nações: 
Croácia, Bósnia, Sérvia, Montenegro, Eslovênia, 
Macedônia do Norte, e Kosovo.

Mapa mostra países formados após a desintegração da Iugoslávia.
Mapa mostra países formados após a desintegração da Iugoslávia.

Houve também movimentos separatistas de sucesso na
Europa no contexto de separação da Checoslováquia e 
da fragmentação da União Soviética. 
Ao longo da história, uma série de outros 
movimentos separatistas surgiram, concretizando 
seus objetivos ou não.

Movimentos separatistas na África

O continente africano também presenciou diversos 
movimentos separatistas. 

A luta separatista no continente foi, por décadas, parte da 
luta por independência. 

No entanto, nas últimas décadas, alguns países 
têm surgido por meio da fragmentação de 
nações africanas independentes. 

São os casos de:
Sudão do Sul (se separou do Sudão);
Eritreia (se separou da Etiópia);
Namíbia (se separou da África do Sul).
 
Movimentos separatistas na atualidade

O separatismo, enquanto proposta política que luta por 
autonomia e independência, é replicado em diversos 
locais do planeta. 
Movimentos do tipo estão estabelecidos em 
diferentes locais, buscando sua autodeterminação como 
nação independente.

Entre alguns dos movimentos separatistas que existem na 
atualidade, estão:

Quebec (luta para se separar do Canadá);
Santa Cruz (luta para se separar da Bolívia);
Patagônia (luta para se separar da Argentina);
Somalilândia (luta para se separar da Somália);
País Basco (luta para se separar da Espanha);
Catalunha (luta para se separar da Espanha);
Saara Ocidental (luta para se separar do Marrocos);
Escócia (luta para se separar do Reino Unido);
Groenlândia (luta para se separar da Dinamarca);
Tibet (luta para se separar da China);
Cabinda (luta para se separar de Angola);
Biafra (luta para se separar da Nigéria);
Hong Kong (luta para se separar da China);
Ossétia do Sul e Abecásia (lutam para se separar da 
Geórgia);
República Srpska (luta para se separar da Bósnia);
Chipre do Norte (luta para se separar de Chipre);
Chechênia (luta para se separar da Rússia);
Galícia (luta para se separar da Espanha).

Movimentos separatistas do Brasil

Tiradentes, um dos nomes envolvidos na Inconfidência Mineira, uma revolta separatista, antes de ser executado.
Tiradentes, um dos nomes envolvidos na Inconfidência Mineira, 
uma revolta separatista, 
antes de ser executado.

Como mencionado, o Brasil também teve movimentos e 
revoltas separatistas ao 
longo de sua história.

Durante o período colonial, a luta por autonomia era contra 
Portugal,
 
já durante o período monárquico, no entanto, 
a luta por autonomia era contra o Brasil, já estabelecido 
como uma nação independente.

Os movimentos separatistas do período colonial são 
entendidos na historiografia como revoltas que 
demonstravam o desejo em parcelas da sociedade 
colonial de se separar de Portugal e encerrar o vínculo de 
colonização e exploração que existia. 

Esses movimentos, no entanto, não eram unificados.

Já no período monárquico, as motivações que levaram 
à origem de diferentes movimentos separatistas eram 
distintas. 

Grande parte dessas revoltas separatistas aconteceu 
durante o Período Regencial, o hiato entre o Primeiro 
e o Segundo Reinado, demonstrando uma profunda 
insatisfação com o governo brasileiro.

Uma das principais insatisfações era com a centralização 
do poder no Brasil, uma marca da monarquia brasileira. 

Além disso, havia questões econômicas importantes, como 
os impostos, a pobreza de determinadas regiões, 
a circulação de ideias republicanas em partes do 
Brasil, entre outros. 

Esses movimentos também ficaram marcados por 
uma forte identificação regionalista, uma vez que os 
movimentos separatistas eram regionalizados em uma ou 
algumas províncias.

Quais foram os principais 
movimentos separatistas do Brasil?

No período colonial, os três principais movimentos 
separatistas foram os seguintes:


Defendia a proclamação de uma república em Minas Gerais 
aos moldes dos Estados Unidos, com a realização de 
eleições anuais. 
Além disso, lutava pela construção de 
manufaturas em Minas Gerais, formação de uma milícia 
nacional, perdão das dívidas da elite. 
Não tinha propostas definidas sobre 
a questão da escravidão.


Defendia que a Bahia fosse libertada do domínio colonial 
português, desejando estabelecer um governo republicano 
pautado na democracia. 
Nessa revolta, era defendida a formação da República 
Bahiense, além do aumento do soldo dos soldados, 
da isonomia no sistema de progressão de carreira das 
funções públicas, da liberação de uma série de atividades 
econômicas etc.


Defendia o estabelecimento de uma república independente 
em Pernambuco. 
Foi o único movimento que, de fato, foi deflagrado, tendo 
algumas medidas anunciadas, como o estabelecimento da 
liberdade de imprensa, a liberdade de credo, 
o estabelecimento do princípio dos Três Poderes, 
o aumento do soldo dos soldados etc. 
Esse movimento optou por manter a escravidão legal.


Já no período monárquico, os principais 

movimentos e revoltas separatistas foram:


Confederação do Equador (1824):

Defendia a criação de uma república federativa 
que fosse marcada pela descentralização do poder. 
Foi entendido como uma reação a essa centralização do poder, mas também contra o estabelecimento da monarquia no Brasil.


Lutava contra a desigualdade social e a pobreza que 
existia na província do Grão-Pará, desejando formar um 
governo autônomo que se preocupasse com esses
 problemas. 
O conflito, inicialmente, se manifestou como uma 
revolta contra as elites, mas radicalizou-se e se transformou 
em uma revolta contra o governo.


Nela foram formadas duas repúblicas: 
a Rio-Grandense (no Rio Grande do Sul) e a 
Juliana (Santa Catarina). 
Lutou-se por maior autonomia política, mas também pela 
alteração da política fiscal sobre o charque.


Tem um status distinto, uma vez que lutou pela formação
da República Bahiense, mas essa república teria caráter 
temporário, até que d. Pedro II fosse entronizado imperador 
do Brasil. 
Também lutou-se para que mudanças fossem realizadas 
na cidade de Salvador e se opôs ao recrutamento 
obrigatório.

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