Matéria densa, instinto, hábito.
É o primeiro templo e o primeiro limite.
Sem disciplina, o corpo governa o homem;
quando educado, torna-se um instrumento consciente da Obra.
Mente é a arte do traçado.
Aqui nascem a dúvida, o símbolo e a pergunta certa.
A mente maçônica não acumula crenças:
submete-as ao martelo do pensamento crítico
até que só resta o essencial.
Uma mente sem trabalho é ruído;
uma mente trabalhada é silêncio lúcido.
A Alma é o fogo escondido.
Onde a verdadeira batalha é travada.
Não se vê, mas orienta.
Não se proclama, se revela nos atos.
A alma é o que realmente é polido.
Porque é aí que habitam os vícios, as virtudes.
e a coerência entre o que se pensa, diz e faz.
Na maçonaria, essa tríade não é teoria:
é alquimia operacional.
O Corpo é ordenado para não trair a Alma.
A mente se afia para não enganar o Espírito.
A Alma está purificada para poder alinhar.
com aquilo que a transcende.
Não se procura fugir do mundo,
mas habitá-lo conscientemente.
Não se persegue a luz como prêmio,
mas como consequência de um trabalho bem feito.
Quem fala de espírito sem dominar o seu corpo, tem ilusão.
Quem domina corpo e mente sem trabalhar a alma, endurece.
Somente o iniciado que integra
começa a entender que o templo
não está sendo construído fora,
mas dentro.
Quando Corpo, Mente e Alma vibram em harmonia,
A pedra lembra sua origem
E o homem aproxima-se, silenciosamente,
ao design do Grande Arquiteto.
Porque quando a pedra é polida em silêncio,
O templo não se levanta no mundo:
acorda no maçom.
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