A Lenda do Túmulo do Mestre

Diz a tradição que, nos tempos em que o Templo de Jerusalém ainda era um canteiro de obras e sonhos, um silêncio sepulcral caiu sobre as pedras brutas.


O Mestre Hiram, o arquiteto que detinha os planos da perfeição, havia partido, levando consigo a Palavra Sagrada.

Os companheiros, em luto e confusão, buscaram por dias o paradeiro de seu guia.

Foi sob a luz pálida da lua que encontraram um monte de terra remexida, sinalizada apenas por um ramo de acácia fincado ao solo.

A planta, que se recusa a morrer mesmo no deserto, indicava que ali jazia algo que o tempo não poderia apagar.

Ao abrirem o túmulo, não encontraram apenas o corpo do mestre, mas o lembrete final de sua obra:
o mestre não morre enquanto
seus ensinamentos vivem
naqueles que buscam a Verdade.

O túmulo, cercado por esquadros e compassos, tornou-se o marco zero da evolução espiritual.

Dizem que, até hoje, quem se aproxima desse túmulo simbólico com o coração puro, consegue ouvir o eco das ferramentas batendo na pedra, lembrando que a construção mais importante não é feita de granito, mas de caráter.

A acácia continua verde, e o túmulo permanece vazio para aqueles que entendem que a verdadeira iniciação é o renascimento.

Reflexão e Mistério

A lenda nos ensina que o fim de uma jornada é apenas o nível de base para uma construção ainda mais alta.
A morte do mestre é o despertar do discípulo.

Se você estivesse
diante do ramo de acácia hoje,
qual "pedra bruta" do seu próprio caráter você escolheria lapidar primeiro?

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