Nem todos te rejeitam pelos teus erros; muitos o fazem porque o teu jeito de estar no mundo os lembra do que não se atreveram a ser.
O desconforto alheia costuma disfarçar-se de julgamento moral quando na verdade é frustração não resolvida.
Há pessoas que não suportam a coerência, não por ser arrogante, mas porque exige se olhar no espelho.
Sua disciplina, seu silêncio e sua constância não os atacam, mas os expõem. E isso para alguns é imperdoável.
O ódio raramente nasce da comparação justa.
Nasce da comparação trapaceira, aquela que se faz sem reconhecer o esforço, o sacrifício e as renúncias que sustentam um caráter firme. Inveja-se o resultado enquanto despreza o caminho.
A dignidade é testada quando você percebe que ser íntegro tem um custo social.
Quando você não se encaixa, quando você não participa do ruído, quando você não negocia princípios para pertencer. Aí você descobre quem te valoriza e quem só tolerava sua presença enquanto você não se destacava.
Não é força responder a cada ataque, nem fraqueza ficar calado. Às vezes o silêncio é uma forma de governo interior, uma decisão consciente de não se rebaixar a se explicar a quem já decidiu não te entender.
O julgamento social recompensa a mediocridade compartilhada e pune a diferença mantida.
É por isso que se aplaude aquele que se adapta e questiona aquele que se mantém fiel a si mesmo.
Não porque esteja errado, mas porque não é controlável.
No final, eles não te odeiam pelo que você tem, nem mesmo pelo que você conquista.
Eles te odeiam porque você existe sem pedir permissão, porque sua consciência está em ordem e porque eles não podem ser como você sem desistir daquilo que nunca estiveram dispostos a soltar.
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