A representação do Infinito é a forma do que não terá fim. Tempo e Espaço misturam-se na indefinição do que foi, é e sempre será.
A forma expande-se, afunila-se, cruza-se, as posições invertem-se, o que já foi, é, e o que será, já terá sido.
Usar o símbolo do Infinito significa a aceitação daquilo que não podemos compreender mas de que fazemos parte, pois se como mortais somos finitos, o nosso espírito permanece na linha do Infinito evoluindo até a Eternidade.
O que é a lemniscata?
A imagem é conhecida desde a Antiguidade; o nome Lemniscata é dado ao famoso “oito deitado”, tido como o símbolo do infinito. A razão dessa curva geométrica especial assumir tal significado é seu traço, contínuo, uma forma sem começo nem fim.
O ponto central é considerado o portal entre os dois mundos.
Esta figura aparece em antigos desenhos celtas e no caduceu (cetro) de Hermes, o deus grego da comunicação que leva as mensagens dos mortais para os deuses.
Era o símbolo usado pelos essênios na sua prática ancestral.
Dizem que o período do qual não se tem registo da vida de Jesus, que ele tenha vivido com o povo essênio.
Este povo foram os primeiros terapeutas e deles vieram as práticas como a cura com as mãos e pelo som, e outros rituais adotados por religiões como o batismo, a páscoa, etc..
Da mesma forma, a lemniscata foi largamente usada nos desenhos celtas e insistentemente reproduzida nos seus intrincados desenhos de formas.
A lemniscata, principalmente nas suas representações celtas, remete-nos diretamente para o “Ouroborus”, símbolo antiquíssimo, resgatado pela tradição alquímica, onde se vê uma serpente que morde o a própria cauda e se devora a si mesma.
O Ouroborus é também a representação simbólica do Infinito e do equilíbrio dinâmico universal.
Carl Gustav Jung, refere-se a este símbolo como o “Mysterium Conjuctionis” (Mistério da Conjunção),
resultado do “Hieroghamos” (Casamento Sagrado), equilíbrio do Masculino e do Feminino Universais,
essência fundamental da mente humana e,
numa visão mais ampla, da existência humana em si.
Ainda podemos observar a lemniscata nas curvas do Caduceus (o cetro da dupla serpente), símbolo da Medicina e manifestação de Hermes; nos meridianos do fluir da Energia Vital descritos pelas medicinas tradicionais hindu e chinesa e pela Acupuntura.
A lemniscata repete-se no próprio movimento das galáxias, das estrelas e dos planetas, na Astronomia e na Astrofísica.
A lemniscata está presente na dupla hélice do DNA presente em todos os seres vivos deste planeta.
Ainda verificamos a formação de lemniscatas nos movimentos pendulares observados na Física; na báscula do andar humano; no crescimento dos vegetais e na disposição de suas flores e folhas; nos movimentos de regência musical; no movimento do Tao; em emblemas e símbolos de famílias tradicionais japonesas, em mandalas de diversas origens e épocas e, de forma abstrata, nos ciclos da Natureza e no equilíbrio psíquico entre o Pensar e o Querer, dando origem ao Sentir.
Em Antroposofia, a lemniscata mantém seu significado milenar, representando o equilíbrio dinâmico, prefeito e rítmico entre os polos opostos constitucionais do corpo humano: o polo metabólico e o polo neuro-sensorial. O polo metabólico (Abdômen) é quente, húmido, expansivo e inconsciente. O polo neuro-sensorial (cabeça, sistema nervoso central e órgãos do sentido) é frio, seco, contraído e consciente. Do equilíbrio deste dipolo, surge a vida humana na sua manifestação mais primordial: o ritmo.
A lemniscata representa então o sistema rítmico (coração, pulmões e musculatura do tórax) que proporciona os sinais vitais mais básicos, equilíbrio físico e psíquico e harmoniza as essências opostas que nos compõem.
Fazem parte ainda deste equilíbrio dinâmico rítmico, além do ritmo cardíaco e do ritmo respiratório, ciclos como o dormir e acordar (ritmo circadiano), a tendência à vitalidade (anabolismo) na infância e a tendência à esclerose (catabolismo) na velhice (ciclo biográfico) e, em última análise, o ciclo da vida e da morte (ciclo encarnatório).
Assim, toda vez que inspiramos, que o nosso coração entra em diástole, que acordamos pela manhã ou que usamos a nossa função orgânica anabolica, confirmamos o nosso nascimento.
Analogamente, toda vez que expiramos, que o nosso coração entra em sístole, que vamos dormir à noite ou que usamos a nossa função catabólica, antecipamos a nossa morte.
Lemniscata desenhada pelo Sol
A forma geométrica da lemniscata é usada como base para todos os processos antroposóficos, desde a dinamização de medicamentos, até à criação de estruturas arquitetônicas; passando por movimentos da Euritmia, desenhos da Terapia Artística e fluxos da Engenharia Antroposófica.
As técnicas da Massagem Rítmica são totalmente baseadas na repetição de movimentos helicoidais diversos que reproduzem a lemniscata.
Desta forma, consideramos a lemniscata o símbolo máximo da Antroposofia, resumindo em si todos os conceitos fundamentais aplicados em todas as práticas antroposóficas.
Adotada por diversas linhas espirituais, ela simboliza, para os Rosa-Cruzes, a evolução quando observada de dois lados: o físico e o espiritual. Um dos anéis de lemniscata é a jornada do nascimento à morte, o outro da morte ao novo nascimento.
Na antroposofia (filosofia espiritual sistematizada pelo austríaco Rudolf Steiner no século 19), a lemniscata ocupa um papel central porque representa o equilíbrio dinâmico, perfeito e rítmico do corpo.
A forma geométrica da lemniscata é a base de muitos processos antroposóficos: desde a dinamização de medicamentos até à criação de estruturas arquitetônicas, movimentos da euritmia, desenhos da terapia artística, etc.
Traçar a lemniscata no ar com varetas de incenso é indicado para harmonizar a energia de pessoas e ambientes.
Se se fizerem fotos regulares do Sol, tiradas sempre no mesmo local e à mesma hora do dia e se sobrepuserem, obtemos que o Sol desenha uma forma:
adivinharam! – a lemniscata.
Antônio Jorge-MM
Fonte: freemason
O símbolo do infinito (∞) representa um conceito de eternidade e continuidade, sendo amplamente utilizado em matemática, filosofia e espiritualidade.
ResponderExcluirO que é o símbolo do infinito?
O símbolo do infinito, frequentemente representado como um "oito" deitado (∞), é uma das imagens mais reconhecíveis e carrega significados profundos. Ele representa a ideia de algo que não tem limites ou fim, refletindo a essência do infinito. Este símbolo é utilizado em diversas áreas, incluindo matemática, onde denota quantidades infinitas, e em contextos espirituais, simbolizando a continuidade da vida e da morte.
Origem do símbolo
O símbolo do infinito foi popularizado pelo matemático inglês John Wallis em 1655. Embora a ideia de infinito tenha sido discutida por filósofos e matemáticos desde a antiguidade, o símbolo em si foi introduzido por Wallis para representar grandezas sem limite superior. Acredita-se que sua forma possa ter sido inspirada no numeral romano "mil" (M), que era usado como sinônimo de muitos, ou na serpente Ouroboros, que devora sua própria cauda, simbolizando a eternidade e a repetição.
cidesp.com.br
Significados em diferentes contextos
Matemática: Na matemática, o símbolo do infinito é utilizado para denotar sequências infinitas e limites. Ele é fundamental em áreas como cálculo e teoria dos conjuntos, onde se discute o comportamento de funções à medida que se aproximam de valores críticos.
Espiritualidade: Em contextos espirituais, o símbolo do infinito representa a conexão entre o físico e o espiritual, refletindo a crença em ciclos eternos de vida e morte. Muitas culturas veem o infinito como uma representação da continuidade da alma e da existência.
Cultura Popular: O símbolo do infinito também é amplamente utilizado em joias e tatuagens, simbolizando amor eterno e compromisso. Sua simplicidade e profundidade o tornam um ícone popular em diversas expressões artísticas e culturais.
Conclusão
O símbolo do infinito é uma representação rica e multifacetada que transcende fronteiras culturais e disciplinares. Sua história e significado continuam a influenciar a matemática, a filosofia e a espiritualidade, tornando-o um dos símbolos mais poderosos e reconhecíveis do mundo.