Três mestres se encontram.
Não para fundar,
mas para se reconhecer.
Eles partilham uma ideia.
uma intenção de trabalho,
uma visão possível.
São os primeiros três pontos.
O triângulo.
O triângulo é a primeira forma estável.
Não cresce, não expande: sustenta.
É equilíbrio corporal. mente e espírito;
Se um dos três ceder, a figura colapsa.
É por isso que o triângulo não promete futuro: torna-o possível.
Essa ideia tem um nome.
Não como ato formal, mas como escolha consciente.
Cada nome contém um destino, porque todo propósito,
com o tempo, manifesta sua própria essência.
Se o triângulo resistir,
se o equilíbrio não for quebrado,
outros Irmãos Mestres estão envolvidos.
De três a sete.
Não é uma soma simples.
É um limiar.
Com sete, a forma muda de status:
o nome é reconhecido e nasce uma
Sociedade em Instância.
Ela é reconhecida.
mas em teste.
Trabalhe, já é iniciática.
pode acolher e transmitir.
Mas tudo continua exposto.
Nada é garantido.
O sete não é quietude.
É ciclo, ritmo, completidão dinâmica.
Como os dias que acontecem,
as notas que constroem uma harmonia,
as cores que tornam a luz visível.
O sete não estabiliza: testa.
Desse triângulo inicial não nasce uma forma perfeita.
Nace un heptágono.
O heptágono não é intuitivo.
Não é fácil de traçar.
Não se segura sozinho.
Só existe se cada lado estiver realmente sustentado.
É a figura da construção viva, da responsabilidade partilhada. de um equilíbrio que deve ser continuamente renovado.
Se o Egregor é forte,
se o trabalho for contínuo,
Se o sete não esquecer o triângulo de onde veio, a Sociedade passa no teste.
É consagrada.
Torna-se Justa e Perfeita.
Mas mesmo assim, a verdade continua a mesma.
A Sociedade não é o Templo.
Não é o nome.
Não é o número.
É uma forma de consciência coletiva, nascida de um triângulo equilibrado e mantida viva por um heptágono que aceita o teste do tempo.
Algumas Logias não são contadas.
Eles se reconhecem.
Porque alguém guarda o seu fôlego inicial depois de passar por cada passagem. desde o primeiro ponto do triângulo até a forma cumprida.
A.H.
Na Maçonaria, ninguém é dono da Loja. A Loja é maior que qualquer cargo, maior que qualquer nome e infinitamente maior que o ego humano. Quando um irmão passa a confundir função com posse, autoridade com superioridade, ele se afasta silenciosamente do verdadeiro espírito maçônico. O Venerável Mestre não é um soberano, é um servidor. Seu malhete não foi feito para impor vaidades, mas para manter a ordem, a justiça e a harmonia. Quando o trono se transforma em pedestal, o Templo deixa de ser escola e passa a ser palco. E onde há palco, o ego fala mais alto que o silêncio do aprendizado. Aquele irmão que se acha dono da Loja esquece que, antes de qualquer título, todos entraram pelo mesmo portal, passaram pelas mesmas provas simbólicas e prometeram trabalhar pela união. O grau não mede o valor do homem; revela apenas o tamanho da responsabilidade que ele carrega. A Maçonaria ensina que o verdadeiro poder está em ouvir, o verdadeiro respeito está em servir e a verdadeira liderança nasce da humildade. Um Venerável Mestre que não pratica isso não governa: apenas ocupa espaço. Quando o ego assume o Oriente, a Loja se divide. Quando a humildade reina, a Loja prospera. Pois o Templo não se sustenta sobre vaidades individuais, mas sobre colunas firmadas no amor fraterno, no respeito mútuo e na consciência de que todos somos obreiros — jamais proprietários. Que todo irmão lembre: cargos passam, títulos cessam, mas o exemplo permanece. E a maior honra na Maçonaria não é mandar, é edificar.
ResponderExcluirInfelizmente, aqui, existem "donos de loja"...