Essa abordagem filosófica e doutrinal se consolidou a partirdo século XV, quando filósofos renascentistas
Sob as diferenças externas de rituais, vestimentas e linguagens (o aspecto exotérico), bate um coração único de sabedoria direta (o aspecto esotérico ou Gnosis).
Gnosis não é uma religião em si, mas um estado de conhecimento vivencial, une todas elas, o verdadeiro GNÓSTICO entende e respeita todas as religiões pois sabe que em sua parte esotérica todas vão para o mesmo objetivo. É o "conheça-se a si mesmo" do Oráculo de Delfos.
Todos estes símbolos religiosos, embora diversos, apontam para a mesma montanha espiritual.
Tradições Dármicas (Índia e Oriente)
Essas religiões são talvez as mais explícitas no seu vínculo com a Gnosis, pois o seu objetivo é o despertar da consciência.
Hinduísmo (Om):
Sua essência é a compreensão de que o Atman (a alma individual) é na verdade Brahman (a Consciência Universal). A Gnosis aqui é a Jnana, o conhecimento que quebra o véu de Maya (a ilusão).
Budismo (Roda do Dharma):
Busque o Nirvana ou o cessar do sofrimento através do despertar. Gnosis é o "Buda-Dharma", a compreensão direta da vacuidade e da interconexão.
Jainismo (Esvástica e Mão):
Enfatiza a libertação da alma (Jiva) da matéria através da pureza total e do autoconhecimento.
Sikhismo (Khanda):
A união com o "Nome Verdadeiro" através do serviço e da meditação, eliminando o ego que nos separa da Divindade.
As Tradições Abraâmicas
(Oeste e Médio Oriente)
Embora muitas vezes sejam vistos como dogmáticos, seus ramos místicos são puramente gnósticos.
Judaísmo (Estrela de David e Menorah):
Sua vertente esotérica é a Cabala. A Gnosis aqui é a ascensão pela Árvore da Vida para retornar à fonte (Ein Sof).
Cristianismo (Cruz, Peixe, Chi Rho):
Além do dogma, o cristianismo primitivo e o misticismo (como o de Mestre Eckhart ou Santa Teresa) procuram o "Cristo Íntimo". Gnosis é a encarnação do Logos no coração do homem.
Islã (Crescente e Estrela):
Seu núcleo esotérico é o Sufismo. O sufi procura o Fã (a aniquilação do ego em Deus). "Quem conhece a si mesmo conhece o seu Senhor", dizem os mestres sufies.
Filosofias de Harmonia e Ordem
(Léxano Oriente)
Taoísmo (Yin-Yang):
Gnosis é viver em fluxo com o Tao, a força incognoscível que sustenta o universo. É o conhecimento do equilíbrio absoluto.
Confucianismo:
Embora pareça social, busque a harmonia entre o Céu e a Terra através do aperfeiçoamento do caráter individual.
Shinto (Torii):
A ligação direta com os Kami (espíritos da natureza), reconhecendo a divindade em tudo o que existe.
Correntes esotéricas, pagãs e símbolos de poder.
Aqui a linguagem se torna puramente simbólica e direta.
Paganismo, Wicca e Tradições Nativas:
Gnosis é a comunhão com a Mãe Natureza. Eles não veem Deus como algo externo, mas como a força vital que corre pelas árvores, pelos rios e pelo nosso sangue.
Ankh (Egito):
Representa a vida eterna, mas não depois da morte, mas a vida do Espírito que desperta dentro do corpo físico.
Gnosticismo Moderno e Ocultismo (Satanic Cross, Trident of Shiva):
Muitas vezes mal interpretados, muitos destes símbolos (como o de Shiva ou a transmutação alquímica) representam a destruição dos agregados psicológicos (o "ego") para libertar a essência espiritual.
Gnosis como ligação intrínseca.
Como é que todas se juntam?
A chave está no Objetivo Individual e Íntimo:
A Queda:
Todas aceitam que o ser humano está em um estado de "sonho" ou ignorância (Avidya em sânscrito).
A Centelha Divina:
Todas afirmam que há algo sagrado dentro de nós que não pertence a este mundo material.
O trabalho:
Todas propõem uma disciplina (oração, meditação, alquimia, serviço) para limpar o espelho da alma.
A União:
O fim último é a Autorrealização. Não se trata de "acreditar" em um Deus, mas sim de "experimentar" o Divino.
"A verdade é uma, mas os sábios
chamam-na por muitos nomes". — Rig Veda
Até os símbolos de religiões que parecem "seculares", como o Ateísmo (o átomo)
ou o Humanismo, podem ser vistos esotéricamente como a busca da verdade através da razão e do potencial humano, que é outra forma de tirar o homem
de falsos ídolos
para encontrar o que é Verdadeiro.
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