Uma loja,
como qualquer comunidade humana,
não é destruída de um dia para o outro.
Enfraquece lentamente, quase silenciosamente, quando se perde o compromisso, quando a indiferença substitui o dever e quando a crítica substitui o trabalho.
A falta de pontualidade, a ausência constante, o altruísmo em participar e o hábito de apontar erros sem oferecer soluções vão corroindo, pouco a pouco, os alicerces da fraternidade.
Também destrói uma logia
a falta de respeito:
falar mal dos outros, semear desconfiança, quebrar a harmonia com atitudes egoístas ou confundir liberdade de pensamento com desprezo pelas regras que sustentam a instituição.
Quando se perde o senso de pertencimento, a logia deixa de ser um espaço de crescimento e se torna um simples encontro sem alma.
Fica mais forte quando seus membros assistem com entusiasmo, cumprem suas responsabilidades e entendem que servir é uma honra, não um fardo.
Torna-se mais forte quando há respeito mútuo, quando se apoia quem dirige e quando o trabalho coletivo está acima dos interesses pessoais.
A fraternidade vivida dentro e fora do recinto, o cumprimento das normas, o estudo, a apresentação de trabalhos que instruem e enriquecem as sessões e o silêncio atento que permite refletir são pilares que mantêm viva a instituição.
Uma loja forte não é
aquela que não tem problemas,
mas aquela que sabe enfrentá-los
com maturidade, diálogo e espírito fraterno.
Em suma, uma loja é destruída quando o seu propósito é esquecido e se fortalece quando cada um assume a sua quota de responsabilidade.
Manter viva a luz da fraternidade não é tarefa de poucos, mas sim o compromisso diário de todos.
A.H.
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