Os sete candeleiros em Apocalipse 1: 12-20 são os sete centros de energia no corpo físico (o templo ou instrumento físico do Espírito de Deus).
Falar sobre a Luz na Maçonaria é tocar na própria essência da Ordem.
Para um maçom, a "Luz" não é apenas um fenômeno físico, mas o símbolo máximo do conhecimento, da verdade e da presença do Grande Arquiteto do Universo.
Aqui está uma síntese de como essa herança se manifesta:
1. O Despertar: De Profano a Iniciado
O momento mais emblemático é o ato de "receber a luz". Ao sair das trevas simbólicas do mundo profano, o iniciado é confrontado com a claridade. Essa transição representa:
O fim da ignorância: A luz dissipa as sombras do preconceito e da superstição.
O renascimento: O compromisso de deixar para trás vícios e buscar a virtude.
2. A Luz Intelectual e Moral
A herança da luz está profundamente ligada ao Iluminismo. A Maçonaria herdou a crença de que a razão humana é a ferramenta para o progresso da sociedade.
A Verdade: A busca incessante pela realidade por trás das aparências.
A Ciência: O incentivo ao estudo das artes liberais e das leis da natureza.
3. Simbolismo das Luzes
Na Loja, a luz é representada de forma estruturada:
As Três Grandes Luzes: O Livro da Lei (fé/moral), o Esquadro (retidão) e o Compasso (justiça/limite).
As Três Luzes Menores: O Venerável Mestre, o Primeiro Vigilante e o Segundo Vigilante, que orientam os trabalhos da oficina.
4. O Dever do "Portador da Luz"
A verdadeira herança não fica retida dentro das paredes do templo. O maçom é instruído a:
Irradiar a Luz: Levar os princípios de Liberdade, Igualdade e Fraternidade para o mundo exterior.
O Aperfeiçoamento: Entender que a luz é um processo contínuo (o desbastar da Pedra Bruta) e não um destino final.
"A luz que o maçom busca não é aquela que cega, mas aquela que ilumina o caminho da fraternidade e da justiça."
A herança da luz é, em última análise, o compromisso ético de nunca se conformar com a escuridão da intolerância.
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