A Sociedade Representa o Cosmos
A Sociedade é o workshop fundamental onde a perfeição moral é lavrada e a ordem divina é restaurada na alma humana e na humanidade inteira.
A Loja Maçônica não é mero instituto para benefício exclusivo dos seus fiéis cofrades, mas santuário consagrado ao bem universal da humanidade.
Nestas oficinas sagradas, os irmãos trabalham incansavelmente para restaurar a Ordem Cósmica, devolver ao ser humano a sua essência luminosa perdida e promover virtudes eternas, obscurecidas por divisões profanas e ódios mundanos.
Assim, guiados pelo propósito primordial marcado pelo Grande Arquiteto no amanhecer dos tempos, aspiramos a aperfeiçoar esta obra de reforma no círculo restrito da fraternidade, para depois estendê-la ao domínio público e contribuir para o progresso geral da espécie humana.
A Sociedade é fonte de todo poder legítimo, base e origem de todo direito maçônico, herdeira direta das antigas escolas de mistérios.
Seu nome evoca as corporações medievais de construtores que ergueram catedrais sublimes, reunidos em "logias" para deliberar sobre obras e emendar imperfeições, sempre fiéis ao plano divino.
Como indica o parágrafo III dos Antigos Preceitos nas Constituições de Anderson: "Chame-se Logia para o local onde trabalham os membros da fraternidade, e também para todas as assembleias devidamente organizadas de maçons".
Em seu simbolismo profundo, a Sociedade representa o cosmos em miniatura: estende-se do Oriente ao Ocidente, do Nadir ao Zenit, do Norte ao Meio-dia, sustentada por três colunas imortais — Sabedoria, Força e Beleza.
Todo o Universo é uma grande loja, e os Maçons reunidos no Templo são trabalhadores qualificados, qualificados para a Grande Obra.
Também chamada workshop, escola, santuário ou confraria, a Sociedade começa nos segredos do Universo por raciocínio e destreza, permitindo ao irmão conhecer-se como é, sem máscaras profanas.
Embora alguns colocuem o berço inicático na Pérsia, descobertas recentes em Göbekli Tepe (Turquia), santuário de há 12.000 anos, sugerem templos rituais pré-históricos, precursoras dos nossos mistérios.
O propósito imutável da Sociedade é instruir no conhecimento oculto, elevando a consciência acima do comum.
Hoje, fóruns maçônicos digitais atuam como logias estendidas, com acertos e desacertos, espalhando luz na era profana.
Citação de Albert Mackey: "A Sociedade é o coração da Maçonaria, oficina onde se lavra a perfeição moral e simboliza o Universo, guiados pelo plano do Grande Arquiteto".
Citação de Manly P. Hall: "As logias maçônicas são microcosmos do cosmos, sustentadas por Sabedoria, Força e Beleza, onde o iniciado restaura a ordem divina perdida".
Citação de Oswald Wirth: "A Sociedade representa o mundo em miniatura, santuário onde o maçom, livre de véus profanos, se eleva em direção à luz eterna do Grande Arquiteto".
Diz-se que Göbekli Tepe é considerado "templo" ritual da era pré-agrícola, com colunas em T simbolizando figuras humanas, ressoando com colunas semelhantes às maçônicas, diz-se que Göbekli Tepe como um todo tentava imitar o céu estrelado de 12 mil anos atrás, isto é queria decalcar ao cosmos nesse conjunto de templos.
Na era da Inteligência Artificial, a Sociedade transcende o físico: é espaço sagrado — real ou virtual — para a Grande Obra coletiva.
O hermetismo, tradição atribuída a Hermes Trismegisto ("o três vezes grande"), funde sabedoria egípcia, grega e gnóstica.
Seu texto central, a Tabela Esmeralda, revela princípios universais para o iniciado.
Na maçonaria, estes ecos herméticos permeiam nossos símbolos: a logia como microcosmos do Universo, o irmão como reflexo do Grande Arquiteto.
O começo: "Como está em cima é em baixo"
A máxima hermética — "O que está em cima é como o que está em baixo, e o que está em baixo é como o que está em cima" — ensina que o microcosmo (o homem, templo interior) é espelho fiel do macrocosmo (o Universo, grande templo cósmico).
Tudo no pequeno reflete o grande: o corpo humano com suas "colunas" (pernas), "cofre" (crânio) e "altar" (coração) simboliza o cosmos.
O iniciado, polindo sua pedra bruta, alinha seu microcosmo com a harmonia divina, alcançando a Grande Obra: união com o eterno.
Na logia, este princípio manifesta-se: Oriente (luz solar, macro) irradia o Ocidente (aprendiz, micro);
as três colunas (Sabedoria, Força, Beleza) sustentam ambos os mundos.
O avental, esquadrão e compasso evocam esta correspondência sagrada.
Citação da Tábua Esmeralda (atribuída a Hermes Trismegisto):
"O que está em baixo é como o que está em cima, e o que está em cima é como o que está em baixo, para realizar os milagres de uma coisa".
Encontro de Helena P. Blavatsky: "O homem é um microcosmo do macrocosmo; sua estrutura interna reflete o Universo, e através do conhecimento hermético desperta a centelha divina que o une ao Todo".
Citação de Manly P. Hall: "No hermetismo maçônico, o microcosmo humano é templo vivo do macrocosmo; alinhá-los por símbolos eleva o iniciado à consciência cósmica".
Estudos revelam que este princípio inspira a Árvore da Vida Cabalística (micro/macro em sefirot), física quântica (entrelaçamento como "unidade" hermética) e psicologia junguiana (inconsciente coletivo como macrocosmo refletido em psique).
Na maçonaria, fortalece a ideia de logia como "Universo em miniatura", promovendo tolerância: todo irmão, de qualquer fé, reflete a mesma luz divina.
Na era digital, ele nos lembra: o "mundo virtual" é microcosmo profano; a verdadeira conexão é interior, fraternal.
Uma história real: René Guénon, em "O simbolismo da cruz", explorou este princípio como eixo hermético-maçônico, influenciando as logias esotéricas do século XX.
Um irmão maçom na loja abordou sobre a Tábua Esmeralda.
Ele viu seu corpo como microcosmo: "Meu coração é altar do Universo".
Perseguido por éditos, fugiu, mas deixou avental com inscrição: "Para cima e para baixo são um; a luz une tudo".
Seus irmãos preservaram-na como testamento de harmonia cósmica.
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