Na senda maçônica, o tempo é um dos bens mais preciosos confiados ao homem.
Cada instante que nos é concedido representa uma oportunidade de lapidar a Pedra Bruta, aperfeiçoar virtudes e servir à humanidade com consciência e retidão.
Procrastinar, portanto, não é apenas adiar tarefas, mas adiar o próprio aperfeiçoamento moral e espiritual.
A Maçonaria ensina que o trabalho é um dever sagrado.
O maçom aprende, desde seus primeiros passos na Ordem, que o progresso não ocorre pela espera, mas pela ação consciente e disciplinada.
A procrastinação nasce, muitas vezes,
do medo, da acomodação ou
da ilusão de que sempre
haverá um amanhã.
No entanto, o amanhã é incerto, enquanto o presente é o único tempo verdadeiramente em nossas mãos.
O simbolismo do malhete e do cinzel nos recorda que a transformação exige constância.
Um único golpe não molda a pedra, assim como uma única decisão não transforma o homem.
É no trabalho diário, persistente e imediato que o caráter se fortalece e a luz interior se expande.
Adiar é permitir que a pedra permaneça bruta; agir é iniciar o processo de elevação.
O maçom consciente compreende que o tempo perdido não pode ser recuperado.
Cada momento desperdiçado na inércia é um passo a menos rumo à construção do Templo Interior.
Por isso, a Ordem exorta seus obreiros a vigilância, ao zelo e à responsabilidade sobre seus atos, lembrando que a verdadeira sabedoria está em fazer hoje o que a consciência já reconhece como necessário.
Vencer a procrastinação é, portanto,
um ato de coragem e
compromisso com a própria evolução.
É honrar o trabalho, respeitar o tempo e assumir o dever de ser melhor a cada dia.
Assim, o maçom caminha firme, consciente de que a obra mais importante não pode ser deixada para depois: a construção de si mesmo.
M.M. Paulo Moraes.
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