A prosperidade do mal não nasce de sua própria força, mas do silêncio daqueles que compreendem o bem e deixam de praticá-lo.

Quando os homens de consciência se recolhem por medo, comodismo ou falsa prudência, abrem espaço para que a ignorância e o egoísmo se manifestem com mais intensidade.

O bem não é passivo por natureza.

Ele exige ação lúcida, firme e responsável.

A omissão dos bons não os torna neutros, pois toda neutralidade diante da injustiça acaba servindo, ainda que involuntariamente, à causa que deveria ser contida.

O progresso moral da humanidade
depende menos do combate direto ao mal
e mais da coragem contínua em viver o bem.

A lei divina não pede violência nem imposição, mas coerência.

Cada vez que o homem se cala quando deveria esclarecer, cada vez que se ausenta quando poderia amparar, enfraquece o campo moral que sustenta a sociedade.

Assim, o mal encontra terreno fértil não porque é poderoso, mas porque encontra portas abertas.

Ensinar, esclarecer, agir com retidão e responsabilidade são deveres daqueles que já despertaram para as verdades espirituais.

O bem vivido em silêncio interior tem valor,
mas o bem que se manifesta no mundo
educa, protege e transforma.

Portanto, não é suficiente reconhecer o que é justo, é necessário sustentá-lo com atitudes.

A verdadeira caridade moral consiste
em não se omitir diante do erro
quando se possui a luz do esclarecimento.

É assim que o progresso se estabelece e que o mal, privado de apoio, perde naturalmente a força de prosperar.

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