Na Maçonaria, a romã é um dos símbolos mais ricos em significado visual e filosófico, especialmente quando posicionada no topo das duas colunas que guardam a entrada do Templo (Boaz e Jachin).
Diferente de outros símbolos que representam a força individual, a romã é o símbolo por excelência da fraternidade e da coesão do corpo social.
Aqui está como esse entendimento se divide:
1. As Sementes: Diversidade em Harmonia
A principal lição da romã reside em seu interior. Ela contém centenas de sementes (os maçons) que, embora sejam indivíduos distintos e independentes, estão estreitamente unidas e protegidas por uma única casca.
Isso representa a ideia de que, apesar das diferentes origens, crenças e profissões, os membros devem viver em perfeita harmonia.
A união não anula a individualidade, mas a organiza em prol de um todo.
2. O Pericarpo (A Casca): A Proteção da Instituição
A casca dura e resistente da romã simboliza a própria Ordem Maçônica.
Ela mantém as sementes juntas, protegendo-as das "intempéries" externas.
Representa o dever de sigilo e a proteção mútua que os irmãos devem exercer entre si para preservar a integridade do grupo.
3. A Proliferação e o Crescimento
A abundância de sementes também está ligada à prosperidade e à expansão.
A Maçonaria entende que a união não é estática; ela gera frutos.
Quanto mais unida está a "polpa" (a comunidade), mais forte e numerosa a Ordem se torna, espalhando os ideais de liberdade, igualdade e fraternidade pelo mundo.
Resumo Simbólico
| Elemento da Romã | Significado Maçônico |
| Sementes | Os Maçons individualmente. |
| Aglomerado | A Fraternidade e a solidariedade. |
| Suco/Polpa | O "cimento" social que une os membros. |
| Casca | A proteção da Ordem e o dever de discrição. |
Curiosidade
Frequentemente, as romãs são representadas entreabertas, mostrando as sementes.
Isso simboliza que a Maçonaria, embora reservada, está pronta para acolher e espalhar seus valores para a humanidade.
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