A relação entre o homem e a cultura é intrínseca e inseparável, influenciando de forma significativa o modo como os seres humanos se relacionam consigo mesmos, com os outros e com o ambiente em que estão inseridos.
Quando discutimos sobre cultura não me refiro sobre tecnologia.
Falando de gente que terceiriza o próprio julgamento.
Gente que abre mão do esforço de pensar em troca do conforto de repetir. Pessoas não burras.
Todas funcionais.
Que executam, replicam, se adaptam, mas não questionam.
O que estamos vendo agora é a industrialização desse processo.
Uma geração inteira crescendo com respostas instantâneas, sem passar pelo desconforto da dúvida.
Sem errar o caminho nem construir critério.
Porque critério nasce do pensar.
O cérebro funciona como um músculo.
Aquilo que você não usa, atrofia.
E estamos criando jovens que não precisam usar o cérebro.
No curto prazo, isso parece eficiência.
No longo prazo, é dependência.
Quem não sabe pensar,
passa a depender de quem pensa por ele.
Ou pior: de algo que parece pensar.
Organizações vão perceber tarde demais que não perderam apenas capacidade técnica.
Perderam capacidade de julgamento.
E uma sociedade que perde a capacidade de julgamento não perde apenas competitividade.
Perde autonomia.
O homem do futuro não será aquele que não teve acesso à informação.
Será aquele que teve acesso a toda informação… e mesmo assim nunca aprendeu a pensar!
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