Aqui estão os motivos fundamentais para esse zelo rigoroso dos Vigilantes:
1. A Proteção do Egrégora
O ambiente de uma Loja Maçônica busca criar uma Egrégora (uma força espiritual ou mental coletiva). Se alguém entra com "intenções profanas" — como busca por poder, ganância ou falta de ética — essa harmonia é quebrada. O trabalho ritualístico exige que todos os presentes estejam em uma mesma sintonia de fraternidade e busca pela verdade.
2. O Simbolismo do "Desbastar a Pedra Bruta"
O candidato é comparado a uma pedra bruta. Para que ele possa ser trabalhado e eventualmente se tornar uma "pedra polida" na construção social, ele precisa ter a matéria-prima correta: a retidão moral.
A Alma que anseia entrar: Deve estar despida de vícios.
O Coração indigno: Representa aquele que não está disposto a se sacrificar pelo bem comum ou a olhar para dentro de si mesmo.
3. A Função dos Vigilantes
No simbolismo do Templo, os Vigilantes ocupam posições estratégicas (geralmente no Sul e no Norte). Eles são os guardiões da disciplina e da instrução.
O Primeiro Vigilante: Cuida do descanso e da retribuição, garantindo que apenas quem trabalhou honestamente receba seu salário (conhecimento).
O Segundo Vigilante: Observa o Sol no meridiano, zelando pelo comportamento e pela transição do trabalho para o descanso.
4. A Diferença entre Preceito e Prática
Essa exigência serve como um lembrete constante de que a Maçonaria não é um clube de vantagens. Ao dizer que "nenhum coração indigno deveria atravessar", a instituição reforça que:
O segredo maçônico não é o que se fala, mas o que se sente e se vive.
A entrada de alguém sem virtude corrompe a integridade de toda a Ordem.
Em resumo, os Vigilantes zelam pela intenção porque a Maçonaria só funciona se o iniciado for sincero.
Sem essa "intenção da alma", o ritual torna-se apenas um teatro vazio.
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