O CANDELABRO E O MESSIAS ...

Essa é uma conexão profunda que atravessa milênios de tradição, simbolismo e teologia. 

Quando falamos do candelabro (especificamente a Menorá) e do Messias, estamos olhando para um dos mapas visuais mais antigos da presença divina na cultura judaico-cristã.

Aqui está um resumo de como esses dois conceitos se entrelaçam:

1. A Menorá como Símbolo da Árvore da Vida

No Tabernáculo e, posteriormente, no Templo de Jerusalém, a Menorá de sete braços representava a Árvore da Vida

Seus detalhes descritos no Êxodo (flores, botões e cálices de amêndoas) sugerem algo vivo e orgânico.

  • A Conexão: Na tradição messiânica, o Messias é visto como o "Renovo" ou o "Ramo" que brota da raiz de Jessé. Ele é a própria vida de Deus manifestada entre os homens.

2. "A Luz do Mundo"

A função principal do candelabro era iluminar o Lugar Santo. 

Sem a Menorá, o interior do Templo seria completa escuridão.

  • O Messias: Jesus (Yeshua), por exemplo, associa-se diretamente a esse símbolo ao declarar: "Eu sou a luz do mundo". Para os seguidores do Messias, Ele cumpre a função da Menorá em um nível espiritual: trazer clareza, direção e a verdade de Deus para a humanidade.

3. O Espírito do Messias (Isaías 11:2)

A Menorá tem sete lâmpadas. 

Muitos estudiosos conectam essas sete lâmpadas aos sete espíritos de Deus (ou as sete manifestações do Espírito) que repousariam sobre o Messias, conforme descrito no livro do profeta Isaías:

  1. O Espírito do Senhor.

  2. Espírito de Sabedoria.

  3. Espírito de Entendimento.

  4. Espírito de Conselho.

  5. Espírito de Fortaleza.

  6. Espírito de Conhecimento.

  7. Espírito de Temor do Senhor.

4. Chanucá: O Candelabro de 9 Braços

Embora a Menorá do Templo tivesse sete braços, a Chanukiá (usada na Festa das Luzes) tem nove. 

Essa festa celebra o milagre do óleo e a rededicação do Templo.

  • O Messias: O Messias é frequentemente chamado de "Aquele que purifica o Templo". A festa de Chanucá simboliza a vitória da luz sobre as trevas e a pureza sobre a profanação — temas centrais da missão messiânica.

 

Um ponto de curiosidade:

 Na visão do Apocalipse, o Messias é visto caminhando no meio de sete candeeiros de ouro, reforçando a ideia de que Ele não apenas traz a luz, mas sustenta aqueles que a carregam.

Comentários

  1. A Menorá ou Menorah, que representa a luz da Torá, é um dos principais símbolos judaicos.

    Presente em templos e em sinagogas, está sempre iluminado. Isso acontece não para iluminar esses locais consagrados aos cultos religiosos, mas porque simboliza a luz que nunca se apaga, ou seja, a existência de Deus.

    A Menorá é feita de ouro, porque o ouro é um metal que não enferruja, o que reforça a ideia de imutabilidade divina.

    Trata-se de um candelabro de 7 braços. Cada ponta representa as raízes da Árvore da Vida, sendo que o braço do centro é o mais importante deles.

    O fato de ser composto por 7 braços faz com que a menorá carregue a simbologia desse número, que é muito significativa para o Judaísmo.

    Isso porque o sabbat, o sábado dos judeus, é um dia guardado. Representa o sétimo dia, aquele no qual o ciclo da criação se encerra na perfeição.

    O candelabro judaico de 7 braços representa os dias da semana. Representa também os planetas (segundo o que era credível há tempos) e os níveis do céu, pois para os judeus o universo é formado por sete céus.

    A Menorá também é um dos símbolos mais antigos da identidade judaica. Terá surgido na altura do êxodo dos judeus do Egito, alguns séculos antes de Cristo.

    Segundo a história, o candelabro formou-se a partir do ouro lançado ao fogo por Moisés.

    ResponderExcluir
  2. A Chanukiá, por sua vez, é um candelabro de 9 braços que é usado durante a Festa das Luzes. Essa é uma festa judaica que celebra a libertação do Templo de Jerusalém.

    ResponderExcluir
  3. Onde ficava a Menorah?
    A Menorah ficava no Santo Lugar. O Tabernáculo em si era formado por dois compartimentos: o Santo Lugar e o Santo dos Santos. Além da Menorah, no Santo Lugar ficavam a mesa dos pães da proposição e o altar de incenso. A Menorah era colocada de fronte para a mesa dos pães da proposição, à esquerda de quem entrava na sala. Toda essa mobília tinha um significado específico na adoração do Antigo Testamento e seu cuidado estava entre as funções sacerdotais.

    As sete lâmpadas da Menorah eram abastecidas pelos sacerdotes com azeite puro de oliveira (Êxodo 27:20). As lâmpadas do candelabro deviam ficar acessas continuamente (Êxodo 27:20; Levítico 24:1-4). Há certa discussão entre os estudiosos sobre o que seria manter as lâmpadas da Menorah continuamente acessas.

    Alguns entendem que isso significava que as lâmpadas jamais ficavam apagadas. Já outros entendem que isso significava que as lâmpadas ficavam acessas diariamente, mas não o tempo todo.

    À luz de Êxodo 30, parece que os sacerdotes preparavam e abasteciam as lâmpadas da Menorah a cada manhã, e as ascendia ao crepúsculo da tarde (Êxodo 30:7,8; cf. 1 Samuel 3:3). Para executar essa tarefa relacionada ao candelabro, os sacerdotes usavam espevitadeiras e apagadores. Esses utensílios também eram feitos do mesmo ouro da Menorah (Êxodo 25:38).

    Posteriormente o Templo de Salomão foi construído em Jerusalém. Nele havia dez candelabros no Santo Lugar, cinco de um lado e cinco de outro (1 Reis 7:48,49; 2 Crônicas 4:7; Jeremias 52:19).

    ResponderExcluir
  4. O significado da Menorah: qual a importância do Candelabro na Bíblia?

    A função prática da Menorah no serviço religioso em Israel era basicamente fornecer luz aos sacerdotes que serviam no Lugar Santo. Mas seu significado era muito mais profundo.

    Muitos estudiosos consideram que o Tabernáculo e o Templo, pelo menos em certo sentido, relembravam o Jardim do Éden onde o homem tinha comunhão com Deus. Então eles sugerem que a Menorah, cuja aparência era semelhante a uma amendoeira, de certa forma também era uma lembrança da árvore da vida que havia no centro do Jardim do Éden.

    A Menorah era formada por sete hastes. O número sete na literatura judaica transmite o significado de perfeição e completude. Assim, eruditos judeus também consideram que as sete hastes da Menorah apontavam para a obra de Deus nos sete dias da criação. Dentro da cultura judaica a Menorah é tão importante que ainda hoje está diretamente relacionada à identidade do povo judeu, servindo como símbolo do Estado de Israel.

    O profeta Zacarias viu em uma visão uma Menorah de ouro, mas suas características eram diferentes do candelabro do Tabernáculo e do Templo (Zacarias 4:2). A visão de Zacarias é de difícil interpretação, e parece conectar as sete lâmpadas do candelabro à onisciência de Deus (cf. Zacarias 4:10).

    Com base no contexto da visão de Zacarias, alguns comentaristas também entendem que talvez a Menorah possa ter simbolizado a responsabilidade dos judeus no pós-exílio em ser luz para os gentios (cf. 42:6; 49:6).

    O Novo Testamento nos mostra que não apenas a Menorah, mas também o próprio Tabernáculo e toda sua mobília, apontavam para Cristo. Assim, a Menorah não é mais necessária porque Jesus é a luz do mundo (João 8:12). Nele se cumpre a profecia de ser a verdadeira luz para as nações (Lucas 2:32; cf. João 1:9).

    As lâmpadas da Menorah tinham um caráter terreno e transitório, e um dia se apagaram. Mas a luz de Deus para o seu povo, manifestada supremamente através de Jesus Cristo, jamais se apagará. Inclusive, essa luz também é refletida através da Igreja por causa de sua união com Cristo (Mateus 5:16). Isso explica por que no livro do Apocalipse a figura do candelabro aparece como símbolo do ministério da Igreja que propaga a luz do Evangelho (Apocalipse 1:12-20; 2:1,5; 11:4).

    ResponderExcluir

Postar um comentário