O CRÍTICO DA MAÇONARIA

 


Falar sobre a crítica à maçonaria é entrar em um terreno que mistura história, política, religião e, claro, muitas teorias da conspiração. 

Desde que a maçonaria moderna se estruturou no século XVIII, ela nunca esteve livre de olhares desconfiados.

Aqui estão os principais pilares de onde vêm essas críticas:

1. Crítica Religiosa (A Mais Antiga)

A Igreja Católica é, historicamente, a maior crítica da ordem. Desde a bula papal In eminenti (1738), o Vaticano proíbe católicos de se tornarem maçons.

  • O motivo: A Igreja vê o "indiferentismo religioso" da maçonaria (aceitar membros de qualquer crença) como uma ameaça à doutrina cristã.

  • O "Grande Arquiteto": Para alguns críticos religiosos, o conceito de Grande Arquiteto do Universo é vago demais ou até associado a figuras ocultistas.

2. Crítica Política e Social

Muitos críticos não se importam com o lado místico, mas sim com o poder e a influência.

  • Segredo e Meritocracia: O segredo em torno das reuniões gera a suspeita de que grandes decisões políticas e econômicas sejam tomadas "a portas fechadas", favorecendo apenas os "irmãos".

  • Teorias da Conspiração: Grupos mais radicais acreditam que a maçonaria busca uma "Nova Ordem Mundial". Embora a maioria dos historiadores veja isso como exagero, o papel de maçons em revoluções (como a Independência dos EUA e do Brasil) alimenta essa imagem de "arquitetos da sociedade".

3. Crítica de Ex-Membros

Existem autores conhecidos como "anti-maçons" que já fizeram parte da ordem e saíram alegando que os níveis mais altos escondem segredos que os iniciantes desconhecem. 

Um caso clássico (embora tenha se provado uma farsa histórica) foi o Taxil Hoax, no século XIX, onde Leo Taxil inventou rituais satânicos para ridicularizar tanto a maçonaria quanto a Igreja que acreditou nele.


Por que a maçonaria é um alvo tão fácil?

O principal combustível para o crítico é o sigilo. Em uma era que exige transparência total, qualquer organização que use apertos de mão secretos e rituais privados acaba atraindo projeções e medos da sociedade.

Em resumo: 

Enquanto para os membros ela é uma escola de filosofia e ética, para o crítico ela é um estado dentro do estado ou uma ameaça aos valores tradicionais.

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