"Em vez de "esquerda" e "direita", já induzido o conflito inútil, inofensivo ao sistema social, estamos entre humanistas e empresaristas, entre o interesse em harmonia social, em desenvolvimento moral e investimento na população como prioridade e a defesa de mentiras programadas pelos interesses dominantes, de banqueiros e mega-empresários, e implantadas pela mídia comercial esmagadora e alienante - "qualquer um que se esforce pode ficar rico"; "empresários dão empregos", e não exploram o trabalho alheio; mentiras banais, superficiais, frágeis a uma análise nem tão profunda assim, apenas lúcida.
Qualquer chamado à busca das razões do descalabro social e institucional, qualquer reivindicação de direitos, qualquer atividade no sentido da conscientização geral evoca a taxação raivosa e ignorante de "comunista".
O plantio continuado de ignorância, desinformação, consumismo, competitividade, ganância e superficialidade mental dá seus frutos.
É preciso enxergar isso pra alcançar resultados reais na evolução da sociedade em direção a se tornar realmente humana.
E enxergar, antes de tudo, em si mesmo, cada um em seu íntimo - mudanças de atitude, de valores e comportamentos são fundamentais no trabalho das mudanças sociais.
Esquerda e direita existiram num parlamento francês, na época da revolução, 1789 e arredores.
Mas a subalternização cultural, econômica, política, acadêmica, social, foi imposta pelos colonizadores, que criaram em cada colônia uma elite dirigente que despreza sua própria população e admira os exploradores estrangeiros colonialistas.
Estas elites têm a função programada de serem traidoras das populações, dos seus países, de odiar qualquer resistência aos seus "patrões", seus ídolos, na velha posição do oprimido que admira o opressor e o ajuda a oprimir, em troca dos seus privilégios imorais."
(Eduardo Marinho)
A elite dominante refere-se a um grupo privilegiado que detém o poder e os recursos em uma sociedade. Essa elite pode ser composta por indivíduos que possuem acesso a riquezas, influências políticas e econômicas, e muitas vezes utiliza seu poder para perpetuar seus interesses em detrimento da maioria da população.
ResponderExcluirA elite dominante ocidental é frequentemente vista como oligárquica, com influência desproporcional e prejudicial à sociedade.
A ocupação oligárquica ocorre quando essa elite mantém o poder através de mecanismos como hereditariedade, corrupção e controle dos meios de comunicação.
A teoria das elites sugere que, em toda sociedade, existe uma minoria que detém o poder e os recursos, enquanto a maioria permanece em uma posição de subordinação.
Esses conceitos são fundamentais para entender como as elites influenciam a estrutura e a dinâmica das sociedades.
O descalabro social refere-se a uma situação de desequilíbrio ou desequilíbrio social, que implica a disparidade entre diferentes grupos sociais, comunidades ou indivíduos. Isso pode se manifestar em aspectos como desigualdade econômica, discriminação e exclusão social, onde grupos marginalizados enfrentam dificuldades significativas em acessar recursos básicos e oportunidades de desenvolvimento.
ResponderExcluirA desigualdade econômica, por exemplo, pode ser causada por políticas discriminatórias, falta de acesso à educação e mercado de trabalho, e discriminação baseada em fatores como raça, gênero e origem social.
É essencial promover uma sociedade mais equitativa e justa, onde todos tenham acesso igualitário a direitos e oportunidades.
Quando falamos em descalabro social, estamos descrevendo um cenário onde o tecido que mantém a sociedade unida — as instituições, a economia, a ética e o bem-estar básico — parece estar em processo de ruína ou desordem profunda.
ResponderExcluirDependendo do contexto que você tem em mente, o "descalabro" pode se manifestar de várias formas:
1. Crise de Instituições e Valores
É o sentimento de que "nada funciona". Ocorre quando as instituições públicas (saúde, educação, segurança) falham de forma sistêmica e a confiança entre os cidadãos e o Estado se quebra. A corrupção e a impunidade costumam ser os combustíveis desse tipo de percepção.
2. Abismo Econômico e Desigualdade
O descalabro aqui é visível nas ruas: o aumento da população sem-teto, a insegurança alimentar e a perda do poder de compra. É quando o sistema econômico deixa de ser uma ferramenta de progresso e passa a ser um motor de exclusão.
3. "Anomia" Social
O sociólogo Émile Durkheim chamava isso de anomia: um estado onde as normas sociais perdem sua força, gerando um sentimento de isolamento, falta de propósito e desorientação coletiva. Em 2026, com a hiperconectividade e a polarização, isso muitas vezes se traduz em uma sociedade fragmentada que não consegue mais dialogar.