Podemos analisar por três perspectivas principais:
1. O Homem como Fim (Perspectiva Ética)
Para Immanuel Kant, o ser humano deve ser sempre um fim em si mesmo, e nunca um meio para atingir um objetivo.
O conceito: Significa que nenhuma pessoa deve ser usada como ferramenta para o lucro, para a política ou para o prazer de outrem.
A aplicação: É a base dos Direitos Humanos modernos. O valor da vida é intrínseco; você não precisa "servir para algo" para ter dignidade.
2. O Homem como Meio (Perspectiva Biológica/Histórica)
Se olharmos para a ciência ou para a sociologia pura, o indivíduo muitas vezes aparece como um instrumento de algo maior:
Evolução: Somos o "veículo" que os genes usam para se replicarem e continuarem existindo.
História: Somos peças de um processo social que nos molda. Aqui, o homem é o meio pelo qual a cultura e a espécie se preservam.
3. O Homem como Princípio (Perspectiva Existencialista)
Como diria Jean-Paul Sartre, "a existência precede a essência".
O conceito: O homem é o ponto de partida (o princípio) de tudo o que ele mesmo cria.
A aplicação: Não nascemos com um manual de instruções. Nós somos o começo de nossa própria história e temos a liberdade (e o peso) de decidir o que seremos.
CONCLUINDO...
Princípio: Porque tudo começa na nossa percepção e escolha.
Meio: Porque somos parte de um fluxo biológico e social contínuo.
Fim: Porque a nossa dignidade é o objetivo último de qualquer sociedade civilizada.
No fundo, talvez sejamos os três ao mesmo tempo:
o princípio de uma ação, o meio pelo qual a vida se manifesta e o fim de toda a nossa busca por significado.
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