No templo maçônico há luzes visíveis
e luzes discretas.
Entre estas últimas caminha o hospitaleiro.
No busca reconocimiento.
No preside columnas.
No reclama palabra.
Sua obra não ressoa no mármore, mas no coração do irmão que atravessa a noite.
O Hospitaleiro é
o guardião da caridade ativa.
Guarda o óbolo sagrado, recolhe a oferta voluntária e transforma-a em auxílio silencioso.
Visita ao doente.
Acompanha o caído.
Ouve sem julgar.
Seu dever não é apenas entregar ajuda material, mas preservar a dignidade dos necessitados.
Na tradição, sua função é ponte entre a fraternidade e o mundo profano.
Onde há dor, ele chega sem barulho.
Onde há escassez, ele carrega discrição.
Onde há desânimo, ele lembra que a cadeia de união
não se quebra.
Aje com prudência, confidencialidade e tacto.
Nunca expõe a fraqueza do irmão.
Nunca transforma ajuda em dívida moral.
Sua caridade não humilha: eleva.
O Hospitaleiro encarna uma verdade profunda:
Maçonaria não é demonstrada por palavras elevadas, mas sim por atos silenciosos.
Porque a verdadeira iniciação não termina no ritual.
Confirma-se quando uma mão estendida segura outra sem que ninguém veja.
No batimento cardíaco escondido da oficina,
ele é a compaixão feita ação.
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