O nojo do púlpito que vira palanque eleitoral (Por Moisés Selva Santiago)

 


Neste post criticamos o uso de espaços religiosos para defesa partidária e questiona a mistura entre fé, poder político e mobilização ideológica.

SEMPRE LEMBRANDO QUE A MAÇONARIA NÃO É UMA RELIGIÃO...

Houve um jovem que conseguiu alterar a história desse planeta. 

De família trabalhadora, morou fora dos centros de poder. 

Por volta dos 30 anos de idade, reuniu um grupo de amigos – e amigas – e passou a ensinar verdades eternas a um povo dominado pela política local, religiosa e imperialista.

Pela descrição, sabemos que se trata de Jesus, seguido por multidões na distante Palestina. 

E qual era o partido que lhe dava sustentação e que o Carpinteiro de Nazaré defendeu em suas pregações? 

Os saduceus, fariseus, escribas, zelotes, herodianos ou essênios – para citar alguns agrupamentos político-religiosos daquele tempo? 

Não. Nenhum deles.

Pelo contrário, o Nazareno decepcionou alguns seguidores justamente por não aderir à política vigente. 

Ele optou por obedecer ao Pai. 
Ensinou a Palavra de Deus longe dos centros de poder. Criticou o erro. 
Apregoou a paz. 
Curou vidas quase destruídas. 
Restaurou esperança. 
Alimentou a fé. 
E deu sentido eterno ao amor a Deus, 
a si mesmo e ao próximo. 

Isto o levou à prisão e à morte pelo sistema.

Se Jesus agiu dessa forma, por que hoje se prega política partidária nos púlpitos, semeando intransigências e até planos de assassinatos? 

Afinal, pastor ou padre são vocacionados 
para serem cabos eleitorais? 

Igreja é puxadinho de partido político? 
O povo de Deus é curral eleitoral? 
O reino dos céus se conquista com filiação ideológica? 

Pense e reflita, pois quem quer participar de comício e bajular candidatos em suas redes sociais, fique à vontade – porém longe do culto ou da missa, para que ninguém sinta mais esse maldito nojo do púlpito que vira palanque eleitoral.

Comentários