O PRINCÍPIO DA POLARIDADE

 

“Tudo é dual; tudo tem pólos; tudo tem seu par de opostos; semelhantes e diferentes são iguais; os opostos são idênticos na natureza, mas diferentes em grau; os extremos se encontram; todas as verdades são senão meias verdades; todos os paradoxos podem ser reconciliar. ”
— O Kybalion


O princípio hermético da polaridade nos ensina que os opostos não são inimigos — são a mesma coisa, vista em graus diferentes.
Espírito e matéria não são realidades separadas.

São pólos opostos do mesmo continuum.

Diferentes taxas de vibração em uma escala.

Quente e frio.
Luz e escuridão.

Amor e ódio.
Medo e coragem.


Estas não são contradições.
São gradações.

No pensamento hermético, todos e muitos são um só:
a diferença não é a essência, mas o grau de manifestação.

A mesma verdade que a maçonaria ensina simbolicamente: para cima e para baixo, para dentro e para fora, o trabalho interior e exterior.
Quando um alquimista entende a polaridade, algo poderoso acontece.

Pare de se identificar com as emoções
como absolutos e comece a vê-las
como estados que podem ser ajustados.

Medo não é inimigo, é coragem para vibração menor.

O ódio não é o oposto do amor,
é amor distorcido,
mal direcionado, não refinado.

E é aqui que isso se torna prático.
Se emoções são uma questão de grau, então auto-dominio é possível.

Não por repressão.
Não por negação.
Mas por transmutação.

A Lei de Correspondência nos ensina que o que acontece ao nosso redor reflete o que está acontecendo dentro de nós.

Mude o alinhamento interno, e a experiência exterior continua.

O princípio da vibração explica como essa mudança acontece: tudo se move, tudo vibra, tudo existe ao longo de um espectro.

O domínio não vem de parar o movimento, mas sim de dirigi-lo.

Quando estes princípios são entendidos juntos
— Mentalismo, Correspondência, Vibração e Polaridade —
o estudante sustenta o que os textos herméticos chamam de ceptro da transmutação: a capacidade de mudar conscientemente o pensamento, a emoção e a ação em vez de ser governado por eles.

Eles não nos ensinam a eliminar a escuridão, eles nos ensinam a trazer luz.
Eles não nos ensinam a perfeição, eles nos ensinam o progresso.

Não nos ensinam uniformidade, nos ensinam equilíbrio.
E a polaridade nos lembra que cada luta interna é uma oportunidade para se refinar.
Para o maçom e o alquimista igualmente, o domínio não é a dominação sobre os outros, mas o governo de si mesmo.
Como em cima, tão baixo.
Como dentro, tão fora.

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