Falar sobre a Maçonaria é mergulhar em um dos temas favoritos dos entusiastas de teorias da conspiração.
Desde o século XVIII, a "Grande Fraternidade" tem sido alvo de especulações que vão desde o controle político global até rituais ocultistas bizarros.
A verdade é que a Maçonaria é uma sociedade iniciática, filosófica e filantrópica, mas o seu caráter reservado (o famoso "segredo maçônico") é o combustível perfeito para a imaginação popular.
Aqui estão os pilares principais dessas teorias e a realidade por trás deles:
1. O Plano de Dominação Mundial (A Nova Ordem Mundial)
Esta é a teoria "guarda-chuva". Muitos acreditam que os maçons, junto com os Illuminati, controlam os bancos centrais, governos e organizações internacionais para criar um governo global único.
A Origem: No final do século XVIII, o abade Augustin Barruel publicou obras sugerindo que a Revolução Francesa foi uma conspiração maçônica para derrubar a monarquia e a Igreja.
O Fato: Embora muitos líderes históricos (como George Washington, Dom Pedro I e Winston Churchill) fossem maçons, a Maçonaria é descentralizada. Não existe um "Papa Maçom" ou um comando central único; as Grandes Lojas de diferentes países são independentes e, muitas vezes, divergem entre si.
2. O Culto ao Oculto e o Baphomet
Muitas teorias afirmam que, nos graus mais altos, os maçons abandonam a Bíblia para adorar entidades como Baphomet ou Lúcifer.
A Origem (O Caso Taxil): No século XIX, Léo Taxil criou uma farsa elaborada, inventando rituais satânicos maçônicos para ridicularizar a Igreja Católica. Mais tarde, ele confessou que era tudo mentira, mas o estrago já estava feito — suas invenções ainda são citadas como "provas" hoje.
O Fato: Para ser maçom, é exigido crer em um Ente Supremo (chamado de Grande Arquiteto do Universo). O que acontece é que a Maçonaria utiliza muitos símbolos egípcios, gnósticos e bíblicos, o que pode parecer "estranho" para quem vê de fora.
3. Mensagens Subliminares e Simbolismo
A nota de um dólar americano é o exemplo clássico. O "Olho que Tudo Vê" (Olho da Providência) e a pirâmide são frequentemente apontados como marcas de posse maçônica sobre a economia.
O Fato: O Olho da Providência era um símbolo cristão comum para a vigilância de Deus muito antes de ser adotado por maçons. No caso do dólar, apenas um dos designers do selo era maçom (Benjamin Franklin), e sua proposta de design foi rejeitada na época.
Por que essas teorias persistem?
Segredo: Onde há silêncio, as pessoas preenchem os vazios com medo ou fantasia.
Exclusividade: O processo de entrada é rigoroso, o que gera ressentimento ou curiosidade externa.
Elite: Historicamente, a Maçonaria atraiu intelectuais e políticos, o que facilita a narrativa de "clube de influência".
A história
Na prática, a Maçonaria funciona mais como uma entidade com forte foco em moralidade, ética e caridade do que como um quartel-general de vilões de cinema.
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