"Plithon não "inventou" grego. Ela disse em voz alta.

George Gemistos Plithon é talvez a forma mais incompreendida do tardio Bizâncio. Muitos dizem que ele "inventou" a identidade grega. O que era "atemporal". O que "tentou ressuscitar a antiguidade". Mas a verdade é muito mais simples - e muito mais poderosa.

Plithon não inventou nada.
Ele acabou de dizer em voz alta o que muitos bizantinos já acreditavam:
"Gregos são os nomes dos seus genes."

No trabalho de Escrita Leis, ele propõe um sistema estatal inspirado na antiga Esparta e no estado Platônico.

Ele não o faz por "arqueologia".
Ele faz isso porque considera que a tradição grega é a base natural da identidade bizantina.

Em seu trabalho sobre o Peloponeso, ele escreve que os habitantes são "gregos de nascimento" e devem reviver a educação grega.

Ele não está falando sobre "origem fantástica". Fala sobre linguagem, educação, memória histórica - tudo o que liga os bizantinos à antiguidade.

Em Florença, humanistas italianos chamam-no de "o novo Platão".
Ele não é visto como bizantino.
Eles vêem-no como grego.
E isso não é coincidência.
É o resultado da sua educação,
da sua língua, do seu pensamento.

Plithon não era "atemporal". Foi profético.
Ele viu o império cair.
Ele viu que ser romano não era suficiente.
Ele viu que a identidade deveria ser baseada em algo mais profundo: o grego.

E ele disse-o.
Forte.
Sem medo nenhum.
Sem meias palavras.

Plithon não acendeu a chama do grego.
Ele acabou de a fazer ficar de pé.
E a partir daquele momento,
nunca mais saiu.

Comments

  1. Pense em George Gemistos Plethon (c. 1355–1452) como o homem que "reacendeu o fogo" do Platonismo no Ocidente. Ele foi um filósofo bizantino tardio e um estudioso polêmico que teve um papel crucial na transição da Idade Média para o Renascimento.

    Aqui está o que você precisa saber sobre ele:

    1. O "Paganismo" e o Nome Plethon
    Gemistos era tão apaixonado por Platão que mudou seu próprio nome para Plethon (que significa "cheio" ou "abundante"), tanto pela sonoridade semelhante ao nome do seu ídolo quanto para simbolizar a plenitude da sabedoria antiga.

    Diferente da maioria dos seus contemporâneos, ele não era exatamente um cristão ortodoxo fervoroso; ele defendia secretamente um retorno ao politeísmo helênico clássico, acreditando que o cristianismo era responsável pela decadência do Império Bizantino.

    2. O Concílio de Florença (1438–1439)
    Este foi o momento "popstar" de Plethon. Ele viajou para a Itália como parte da delegação bizantina para tentar unir as igrejas Católica e Ortodoxa (em busca de ajuda contra os turcos otomanos).

    Enquanto os teólogos discutiam dogmas, Plethon passou o tempo em Florença dando palestras sobre Platão. Ele deixou a elite intelectual italiana — incluindo o poderoso Cosimo de' Medici — absolutamente fascinada.

    3. O Pai do Renascimento Platônico
    Antes de Plethon, a filosofia europeia era dominada por Aristóteles. Plethon convenceu os italianos de que Platão era o filósofo supremo. Sua influência foi tão grande que:

    Inspirou a fundação da Academia Platônica de Florença.

    Influenciou diretamente tradutores como Marsilio Ficino.

    Ajudou a moldar o pensamento humanista que define o Renascimento.

    4. Sua Obra Principal: Nômōn syngraphē (Livro das Leis)
    Nesta obra, ele detalhou sua visão de uma utopia baseada no pensamento platônico e no paganismo reformado. O livro era tão controverso que, após sua morte, o Patriarca de Constantinopla ordenou que ele fosse queimado para evitar que suas ideias "heréticas" se espalhassem.

    Um detalhe curioso: Plethon era tão respeitado que, anos após sua morte, o senhor de Rimini (Sigismondo Malatesta) roubou seus restos mortais de uma igreja na Grécia ocupada pelos otomanos e os levou para a Itália, onde foram enterrados no Tempio Malatestiano, para que o filósofo pudesse repousar entre os grandes sábios.

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