SIC TRANSIT GLORIA MUNDI: O Prumo da Humildade e a Efemeridade do Ser

 

A expressão latina "Sic Transit Gloria Mundi" — Assim passa a glória do mundo — ressoa nos corredores de nossos templos não apenas como uma máxima filosófica, mas como uma ferramenta de desbaste essencial para o Maçom que busca a verdadeira Luz.

A Vaidade sob o Olhar do Compasso

No mundo profano, o homem é frequentemente medido por suas medalhas, títulos e posses.

No entanto, ao cruzar o pórtico do Templo e ser despojado de seus metais, o iniciado aprende que a Glória é uma sombra fugaz.
O Trono e a Cinza
Nem a suntuosidade dos paramentos, nem a autoridade do malhete são eternos. Eles são empréstimos temporários para que a Ordem seja mantida.

O Esquadro da Realidade
A morte, a grande niveladora, nos lembra que, perante o Grande Arquiteto do Universo, todos retornamos ao estado de pedra bruta se não houvermos trabalhado o espírito.


A Lição do Tempo e do Nível

O tempo é o mestre implacável que consome impérios. Para o Maçom, esta máxima serve como um lembrete para:

Praticar a Humildade
Reconhecer que o conhecimento é vasto e nossa passagem é curta.

Valorizar o Eterno
Focar nas virtudes — as únicas "joias" que não se oxidam.

Construir Edifícios Morais
Enquanto a glória material desmorona, a retidão do caráter permanece.
"Que o brilho efêmero das velas não nos cegue para a luz perene da Verdade. Pois, quando a última chama se apagar, restará apenas o que construímos no coração de nossos semelhantes."

Viver o "Sic Transit Gloria Mundi" é entender que a verdadeira nobreza não está em ser superior aos outros, mas em ser superior ao seu "eu" de ontem.

Que saibamos usar o Prumo para manter nossa retidão, cientes de que a única glória que não transita é aquela gravada nas obras de fraternidade.

Qual virtude você considera a mais resistente ao teste do tempo na construção do seu templo interior?

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