Aqui está um resumo de como esse conceito é aplicado na Ordem:
1. O Conceito Maçônico
Na Maçonaria, a tolerância é o respeito profundo pelas ideias, crenças e opiniões alheias, mesmo que sejam diametralmente opostas às suas. Ela serve como a "argamassa" que une pedras de diferentes formatos (os indivíduos) em uma construção sólida (a sociedade).
Não é Indiferença: Tolerar não é ignorar; é ouvir e respeitar o direito do outro de existir e pensar.
Liberdade de Consciência: É a base que permite que homens de diferentes religiões e convicções políticas sentem-se na mesma mesa em harmonia.
2. A "Lei do Silêncio" e o Debate
Dentro de uma Loja, a tolerância é exercida através de regras rígidas de debate:
Proibição de polêmicas: Geralmente, evita-se discussões político-partidárias ou religiosas dogmáticas para manter a paz.
O Direito à Palavra: Todo membro tem o direito de ser ouvido sem ser interrompido, e o dever de ouvir com atenção e respeito.
3. Os Limites da Tolerância
Um ponto importante que gera discussões filosóficas é que a tolerância maçônica não deve ser absoluta a ponto de permitir a destruição da própria liberdade.
Contra a Tirania: A Maçonaria historicamente combate o fanatismo, o obscurantismo e a opressão.
A Ética como Norte: Não se tolera a injustiça, o crime ou o que fere a dignidade humana.
Por que isso é importante hoje?
Em um mundo cada vez mais polarizado, a prática da tolerância maçônica propõe um exercício de empatia intelectual. É a capacidade de discordar sem se tornar inimigo.
"A tolerância é o maior presente da mente; requer o mesmo esforço do cérebro que é necessário para se equilibrar em uma bicicleta."
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