Há pessoas com quem se torna melhor — melhor companheiro, melhor parceiro, melhor profissional, melhor versão de si mesmo — e também existem pessoas que, ao entrar, precipitam a nossa pior versão.
Isso não é mágica; é explicado pelo efeito Pigmalion, segundo o qual as expectativas que outros depositam em nós acabam influenciando nosso comportamento.
A tese central sustenta que a forma como comunicamos tem a capacidade de ativar a melhor ou a menor versão de uma pessoa, fazendo da palavra um catalisador de comportamentos.
O Impacto da Comunicação Negativa:
Criação de Identidades Limitantes
Explora-se como a comunicação negativa, carregada de rótulos e julgamentos funciona como uma profecia autorealizada.
Quando você diz “você sempre está atrasado”, você atribui um papel que o outro tenderá a repetir em futuras ocasiões.
Da mesma forma, afirmar “você não é bom nisso” não é apenas emitir uma opinião; é conferir uma identidade.
E a identidade pesa, condiciona e perpetua comportamentos indesejados.
Nesta lógica, as frases que condenam a pessoa a um defeito não corrigem:
fixam uma narrativa limitante que o indivíduo incorpora e reforça no seu comportamento.
O Poder da Comunicação Positiva:
Reforçando o Potencial
Em oposição, salienta-se o efeito construtivo de uma linguagem que reconhece forças e expressa confiança.
Dizer “você costuma fazer isso muito bem” ou “confio plenamente em como você resolve este tipo de situações” não é bajulação vazia, mas um lembrete do potencial do outro.
A resposta psicológica típica à confiança é a melhoria do comportamento, não por obrigação, mas por coerência: uma pessoa tende a evitar a dissonância cognitiva comportando-se de forma alinhada com a expectativa positiva que lhe foi atribuída.
Este mecanismo torna a confiança explícita um impulso para versões mais responsáveis, competentes e consistentes.
Estratégia Prática:
Fale com a Fortaleza, não com o Defeito.
A recomendação prática é dirigir a comunicação para a parte da pessoa que deseja fortalecer, em vez da que se pretende corrigir.
Isso implica reformular mensagens que condenam e transformá-las em observações que reconhecem capacidades já presentes.
Por exemplo, em vez de "você sempre bloqueia quando é a sua vez de falar", propõe-se "quando você dá um segundo para pensar diz coisas muito interessantes".
Em vez de “nunca escutas”, sugere-se “quando prestas atenção, nota-se muito”.
Esta reformulação não nega a dificuldade, mas evita prender a pessoa em uma identidade de carência, abrindo um caminho de melhoria consistente com o seu potencial.
A ideia final é que todos crescemos um pouco mais quando alguém acredita que podemos crescer. ́.
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