DEUS E RELIGIÕES ...

 

Deus não cabe em moldes, nem se prende a nomes repetidos ou a paredes erguidas por medo.

Ele se revela no silêncio que acalma quando o mundo grita, no gesto pequeno que ninguém viu, mas que mudou tudo por dentro.

Deus não exige postura perfeita.

Ele se aproxima quando a alma está cansada demais para fingir, quando a oração deixa de ser palavra e vira respiração, e o choro, enfim, vira conversa.
Há quem O encontre ajoelhado,
quem O perceba caminhando sem rumo,
quem O busque olhando o céu
e quem O encare no próprio abismo.
Deus não escolhe linguagem bonita, escolhe verdade.

Ele mora onde o amor não precisa provar nada, onde a culpa começa a descansar, onde o perdão ainda é difícil, mas já não assusta tanto quanto antes.

Deus não se ofende com perguntas.
Ele se entristece com corações que desistiram de sentir.

Por isso, às vezes, se disfarça de abraço inesperado, de memória que aquece, de lágrima que limpa, de coragem mansa.

Deus não tem religião.
Mas reconhece quem ama, quem cai e tenta de novo, quem erra sem cinismo, quem aprende a ser humano com humildade.

No fim,
talvez a fé não seja saber quem Deus é, mas permitir que Ele nos transforme, devagar, com delicadeza,
de dentro para fora.

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