Frase do dia de Confúcio: “Não são as ervas daninhas que sufocam a boa semente, e sim a negligência do lavrador”

Estátua de Confúcio, o criador do confucionismo.

Essa frase de Confúcio é poderosa porque nos lembra que muitas vezes não é o “inimigo externo” que destrói nossos projetos ou sonhos, mas sim a falta de cuidado e disciplina interna.

O lavrador negligente simboliza qualquer pessoa que deixa de cultivar aquilo que tem valor — seja conhecimento, relacionamentos, saúde ou trabalho.

A semente boa existe, mas sem atenção ela não floresce.

Se pensarmos no dia a dia, isso pode ser aplicado a:

  • Estudos: não é a dificuldade da matéria que impede o aprendizado, mas a falta de dedicação constante.

  • Relacionamentos: não é a distância que sufoca, mas a ausência de cuidado e presença.

  • Sonhos pessoais: não é o mundo que os destrói, mas o abandono que lhes damos.

 Confucionismo

O confucionismo é uma tradição filosófica, ética e política originada na China, baseada nos ensinamentos de Confúcio. 

O confucionismo é uma tradição filosófica e ética criada por Confúcio na China. Baseado em obras clássicas como os Analectos de Confúcio e os Cinco Clássicos, o confucionismo não adora um deus específico, mas reconhece Tian, o Céu, como um princípio transcendente que governa a moralidade universal. 

Apesar de não ter símbolos religiosos universais, associa-se ao caractere "Ren", aos templos confucionistas e à imagem de Confúcio. 

O confucionismo é uma tradição filosófica e ética criada por Confúcio na China. 

Baseado em obras clássicas como os Analectos de Confúcio e os Cinco Clássicos, o con Apesar de não ter símbolos religiosos universais, associa-se ao caractere "Ren", aos templos confucionistas e à imagem de Confúcio.
O confucionismo não adora um deus específico, mas reconhece Tian, o Céu, como um princípio transcendente que governa a moralidade universal. 

Apesar de não ter símbolos religiosos universais, associa-se ao caractere "Ren", aos templos confucionistas e à imagem de Confúcio. 

O confucionismo é uma tradição filosófica e ética criada por Confúcio na China. 

Baseado em obras clássicas como os Analectos de Confúcio e os Cinco Clássicos. 

Apesar de não ter símbolos religiosos universais, associa-se ao caractere "Ren", aos templos confucionistas e à imagem de Confúcio.
O confucionismo não adora um deus específico, mas reconhece Tian, o Céu, como um princípio transcendente que governa a moralidade universal. 

Apesar de não ter símbolos religiosos universais, associa-se ao caractere "Ren", aos templos confucionistas e à imagem de Confúcio.


No Brasil, sua influência é limitada, mas presente em centros culturais e estudos acadêmicos. 

Consolidado durante a dinastia Han, o confucionismo evoluiu ao longo dos séculos, impactando não só a cultura e a governança do Leste Asiático, mas também práticas modernas, como sistemas de ensino e ética empresarial, além de ser celebrado internacionalmente, com templos considerados Patrimônio Mundial pela Unesco.

    Resumo sobre o confucionismo

    O confucionismo é uma tradição filosófica e ética criada por 
    Confúcio, que busca promover a harmonia social e a 
    moralidade por meio de valores como respeito às tradições, 
    educação e virtudes.

    Os princípios do confucionismo incluem a benevolência, 
     justiça, o respeito aos pais e ancestrais, a sabedoria e a 
    importância dos rituais.

    Embora não tenha símbolos religiosos universais, o 
    confucionismo associa-se ao caractere "Ren", aos templos 
    confucionistas e à imagem de Confúcio, que representam 
    virtudes como benevolência e harmonia.

    O confucionismo não possui um único livro sagrado, mas se 
    fundamenta em obras clássicas como os 
    Analectos de Confúcio e os Cinco Clássicos.

    O confucionismo não adora um deus específico, mas 
    reconhece o conceito de Tian, ou Céu, como um princípio 
    transcendente que governa a moralidade e 
    a harmonia universal.

    No Brasil, o confucionismo é difundido por meio da 
    diáspora chinesa, centros culturais e estudos acadêmicos, 
    destacando-se em eventos e no ensino de valores 
    éticos e filosóficos.

    O confucionismo surgiu na China durante o período dos 
    Estados Combatentes, consolidou-se na dinastia Han e 
    evoluiu com o neoconfucionismo.

    O confucionismo influencia sistemas de governo e negócios 
    asiáticos, celebra o aniversário de Confúcio como 
    Dia dos Professores e possui templos declarados 
    Patrimônio Mundial pela Unesco.


    O que é o confucionismo?

    O confucionismo é uma tradição filosófica, ética e política 
    originada na China, baseada nos ensinamentos de Confúcio, 
    ou Kong Fuzi, um pensador que viveu entre 551 e 479 a.C. 

    Embora frequentemente descrito como uma religião, o 
    confucionismo é mais corretamente entendido como um 
    sistema de ética social e política, centrado na 
    harmonia, na ordem e na moralidade.

    Ele influencia significativamente as culturas do Leste 
    Asiático, moldando a governança, as relações familiares 
    e a conduta pessoal. 

    Seus ensinamentos destacam o papel da educação e 
    a importância de virtudes como a benevolência, a 
    justiça e o respeito pelas tradições.


    Princípios do confucionismo

    Os princípios centrais do confucionismo incluem:

    Ren (benevolência): 
    refere-se ao amor ao próximo e à compaixão. 
    É o princípio moral supremo, que orienta as relações 
    humanas com empatia e altruísmo.

    Li (rituais e propriedade): 
    representa as normas e condutas sociais, 
    como etiqueta, rituais religiosos e costumes, que promovem 
    a harmonia social.

    Xiao (piedade filial): 
    a devoção e o respeito aos pais e ancestrais são 
    fundamentais, refletindo a importância da família no 
    confucionismo.

    Yi (justiça): 
    é a prática da retidão e a escolha do bem em detrimento 
    do  ganho pessoal.
    Zhi (sabedoria): enfatiza o conhecimento e a capacidade 
    de discernir entre o certo e o errado.


    Em que o confucionismo acredita?

    O confucionismo acredita na importância das relações 
    humanas e no papel central da ética para construir uma 
    sociedade próspera. 
    Ele preconiza que a harmonia social é alcançada quando 
    todos desempenham seus papéis com responsabilidade, 
    desde governantes até cidadãos comuns. 

    Essa filosofia valoriza:

    A família: 
    considerada o núcleo essencial da sociedade, com 
    hierarquias que refletem as relações sociais mais amplas.

    O governante justo: 
    um líder deve ser virtuoso e governar com benevolência 
    para que seu exemplo inspire os cidadãos.

    A educação: 
    é vista como um meio para o aperfeiçoamento moral 
    e intelectual.

    A ordem natural: 
    as interações humanas devem seguir regras e 
    costumes que garantam estabilidade e coesão social.

    O confucionismo rejeita o individualismo 
    extremo e prioriza o coletivo, 
    buscando um equilíbrio 
    entre interesses pessoais e 
    a responsabilidade social.

    Templo confucionista em Taiwan.

    Rituais do confucionismo

    Os rituais no confucionismo são centrais
    para manter a ordem social e expressar respeito 
    pelas tradições e antepassados.

    Esses rituais podem ser divididos em:

    Rituais familiares: 
    incluem cerimônias de homenagem aos ancestrais, como
    oferendas e preces em altares domésticos.

    Rituais de vida: 
    como casamentos e funerais, são realizados com grande 
    respeito pelas normas tradicionais.

    Rituais sazonais: 
    envolvem celebrações em templos confucionistas durante 
    ocasiões específicas, como o aniversário de Confúcio.

    Rituais educativos: 
    associados à valorização da educação e ao cultivo das 
    virtudes.

    Símbolos do confucionismo

    Embora o confucionismo não seja uma religião formal 
    com símbolos universais, alguns elementos são 
    amplamente associados a ele:

    O caractere "Ren" (仁): 
    representa a benevolência e é frequentemente usado 
    para simbolizar os ensinamentos de Confúcio.

    Os templos confucionistas: 
    estruturas dedicadas a Confúcio e seus discípulos são 
    consideradas espaços sagrados para reflexão e celebração.

    A imagem de Confúcio: 
    retratos e estátuas do filósofo são comuns em templos e 
    centros culturais.

    A flor de lótus: 
    embora compartilhada com outras tradições, 
    simboliza pureza e aperfeiçoamento espiritual.

    Livro sagrado do confucionismo

    O confucionismo não possui um livro sagrado único, mas 
    uma coleção de textos clássicos que formam a base de 
    seus ensinamentos:

    Os Cinco Clássicos (Wu Jing): 
    incluem obras como o Livro das Mutações (I Ching) 
    e o Livro das Odes, fundamentais para compreender a 
    cultura e a filosofia confucionista.

    Os Quatro Livros (Si Shu): 
    incluem textos como o Analectos de Confúcio (Lun Yu), 
    que registra diálogos e ensinamentos do mestre.

    Outros textos históricos: 
    obras complementares, como o Livro dos Ritos, detalham 
    os costumes e rituais confucionistas.

    Quem é o deus do confucionismo?

    O confucionismo não é teísta e não adora um deus 
    específico. 
    Em vez disso, concentra-se na moralidade, nos valores 
    éticos e no respeito às tradições humanas. 
    Apesar disso, a filosofia reconhece a existência de um 
    conceito transcendente chamado Tian (Céu), que 
    representa a ordem universal e a fonte de 
    moralidade. 
    Tian não é uma divindade antropomórfica, mas um 
    princípio que governa a harmonia do cosmos e das 
    relações humanas.

    O foco principal do confucionismo está em como os 
    seres humanos podem viver em harmonia com o Tian, 
    por meio da virtude e da responsabilidade social, em vez de 
    buscar salvação ou intervenção divina.

    Confucionismo no Brasil

    No Brasil, o confucionismo tem uma presença limitada, 
    mas exerce influência por meio da diáspora chinesa e 
    das práticas culturais trazidas por imigrantes. 
    Centros culturais e templos confucionistas em cidades como 
    São Paulo promovem o estudo de seus ensinamentos, 
    especialmente no contexto de festivais e eventos 
    comunitários.

    Além disso, o confucionismo tem ganhado 
    relevância acadêmica em universidades brasileiras, onde
    é estudado como parte das tradições filosóficas e 
    culturais do Leste Asiático. 

    Sua ênfase na harmonia social e na educação também 
    inspira reflexões sobre ética em sociedades 
    contemporâneas.


    Origem e história do confucionismo


    O confucionismo nasceu na China durante o período dos 
    Estados Combatentes (475-221 a.C.), quando Confúcio 
    buscou restaurar a ordem em uma sociedade 
    marcada por guerras e desintegração moral. 

    Seus ensinamentos ganharam destaque durante a
    dinastia Han (206 a.C.-220 d.C.), tornando-se a base da 
    administração pública por meio do sistema de exames 
    imperiais.

    Ao longo dos séculos, o confucionismo evoluiu, integrando 
    elementos de outras tradições, como o taoismo e o 
    budismo, formando o neoconfucionismo durante a 
    dinastia Song (960-1279). 

    Com a modernização e a ascensão do comunismo na 
    China, sua influência diminuiu, mas ele permanece 
    relevante como uma tradição cultural e ética.

    Os Estados Combatentes, período no qual nasceu o confucionismo.Os Estados Combatentes, período no qual nasceu o confucionismo.









    Curiosidades sobre o confucionismo

    Aniversário de Confúcio:
    é celebrado anualmente em 28 de setembro, 
    reconhecido como o Dia dos Professores em muitos países 
    asiáticos.

    Primeira universidade confucionista: 
    foi fundada na China durante a dinastia Han, 
    promovendo o estudo dos clássicos.

    Reconhecimento internacional: 
    a Unesco declarou os templos, florestas e túmulos de 
    Confúcio na China como Patrimônio Mundial da 
    Humanidade.

    Confucionismo e negócios: 
    muitos empresários asiáticos aplicam os valores 
    confucionistas em suas práticas de gestão, destacando 
    a ética e o respeito hierárquico.



    Fontes

    COSTA, Alexandre. O Confucionismo e seu impacto na 
    educação. Uberlândia: Universidade Federal de Uberlândia, 2021. Disponível em: https://repositorio.ufu.br/bitstream/123456789/41092/1/
    ConfucionismoImpactoEduca%C3%A7%C3%A3o.pdf

    BUENO, André. Confúcio no Brasil: um problema 
    epistemológico. Modernos & Contemporâneos,2024. 
    Disponível em: https://www.academia.edu/48920950/
    Confucionismo_uma_abordagem_intercultural_
    capa_e_sum%C3%A1rio_

    SIMÕES, Ana Soré Araújo; 
    GOMES, Inalígia de Figueirêdo; 
    GNERRE, Maria Lúcia Abaurre. 
    Confucionismo e ética: uma prática integrada à vida. 
    Religare, v. 8, n. 1, 2011. 
    Disponível em: https://periodicos.ufpb.br/ojs2/index.php/
    religare/article/view/10946.

    RAMOS, Marcelo Maciel; 
    ROCHA, Rafael Machado. 
    O confucionismo político e os caminhos para um 
    constitucionalismo chinês. 
    Revista de Ciências do Estado, v. 1, n. 1, 2016. Disponível em: https://repositorio.ufmg.br/handle/1843/57253.

    VIGGIANI, Tatiana.
    Desenvolvimento da República Popular da China: 
    o novo confucionismo e a educação. 
    Anais da XIII Semana de Relações Internacionais da UNESP, 
    2015. 
    Disponível em: https://www.marilia.unesp.br/Home/
    Eventos/2015/xiiisemanaderelacoesinternacionais/
    desenvolvimento-da-republica_tatiana-viggiani.pdf.

    CONFUCIO E MAÇONARIA, 
    O PRECURSOR

    Confúcio, de nome original Kong-Fou-Tzeu, nasceu em 
    551 a.C., dois séculos depois de Homero e da fundação 
    de Roma, e um século antes de Sócrates, tendo sido 
    contemporâneo de Lao-tzeu, Buda, Zoroastro, Ezequiel, 
    Pitágores e Thales.

    Considerado como um dos grandes instrutores da 
    humanidade e como o primeiro “educador” da China, 
    os seus ensinamentos dera origem ao Confucionismo, 
    doutrina política e social que foi eleita como 
    “Religião de Estado” durante a dinastia Han, só tendo 
    sido banida no início do séc. XX.

    A sua doutrina preconizava o primado da ordem do ]
    Estado e da virtude segundo o princípio da “justiça para o 
    povo, progresso para a instrução e conduta regulada 
    pelo Esquadro e o Compasso”. 

    Estes são de facto alguns dos princípios que nos são 
    transmitidos desde a nossa Iniciação Maçónica.

    Passou a maior parte da sua vida na sua província natal 
    situada no Nordeste da China, a cerca de 450km a sul de 
    Pequim. 

    Na sua juventude, participou em rituais religiosos, muito 
    importantes na China daquele tempo. 

    Acreditava que os rituais com música asseguravam o 
    equilíbrio dos indivíduos e da ordem social, resultando na 
    ordem do Universo. 

    A mística da harmonia do mundo e da sociedade serão 
    a base da doutrina do Confucionismo.

    Aos 22 anos abre uma escola com um ensino baseado 
    na tradição, afirmando: 
    “Eu não invento nada, 
    só transmito os ensinamentos dos antigos”. 

    Este é também um dos propósitos primordiais 
    da Maçonaria, transmitir o conhecimento que nos é dado 
    pelos mais experientes e conhecedores.

    Teve trabalhos administrativos durante longos anos e,
    só em 501 a.C., já com 50 anos, foi nomeado 
    Ministro da Justiça no seu regresso a Lu. 

    No entanto, deixou essas funções e, durante um periodo 
    de grande agitação, lutas de poder, guerras e 
    desprezo pelos valores fundamentais que defendia, 
    Confúcio iniciou uma fase de exílios, 
    mais ou menos forçados.

    Durante 14 anos, fez várias viagens e peregrinações por 
    muitas regiões chinesas, onde foi adquirindo experiencia 
    e conhecimentos que transmitiu aos seus discípulos, e que 
    reforçaram a base da sua doutrina, compilada em 
    4 Volumes Fundamentais:
    “O Grande Estudo”
    “O Invariável Meio”
    “Citações de Confúcio”
    “Mencius” (escrito pelo seu discípulo Mencius)


    Conhecido como “Mestre Kong”, preconizou o respeito 
    pela ordem familiar e pela vida exemplar buscando 
    a “Vontade do Céu”. 

    Sem nunca evocar o nome de Deus, falou numa 
    Ordem Cósmica, conseguida através da evolução pessoal 
    (leia-se a construção do nosso Templo Interior) 
    e do respeito e amor pelos outros 
    (leia-se o nosso Amor Fraternal).

    Os seus ensinamentos, apesar de dirigidos 
    maioritariamente à formação de futuros homens de poder, 
    estavam abertos a todos e não só aos filhos dos príncipes. 

    Deve-se a ele a transformação da palavra “Junzi” 
    (“gentilhomme” em francês, ou “gentleman” em inglês) 
    que, antes dele se associava à nobreza de sangue, 
    em nobreza de coração, ou seja, abarcando a noção de 
    Igualdade de todos os homens de bem, 
    tão cara à Franco Maçonaria.

    Confúcio recusava a desordem e a falta de ética 
    que reinava na dinastia Chou, preconizando a 
    renovação dos princípios e preceitos dos sábios da 
    Antiguidade. 

    Na sua escola iniciou os seus alunos nos autores antigos 
    da literatura chinesa, realçando o papel fundamental da 
    música e do exemplo de conduta, como bases para a 
    prosperidade dos homens e do mundo. 

    É impossível não vermos as enormes semelhanças 
    com os princípios maçónicos que praticamos.

    Se Confúcio foi visto como “O Mestre”, ele considerou-se sempre como um aluno, um eterno Aprendiz, fundando toda a sua dourina 
    na Tradição, tal como nós Maçons de hoje. 

    As fontes principais da sua doutrina foram 
    os Cinco Clássicos Livros Canónicos:

    O Livro ou Canon dos Poemas (Shi Jing ou Cheu King) - onde descobre as chaves morais para a elevação do coração, a poesia, 
    a harmonia das palavras, a retórica e a gramática. 

    As nossas Artes Liberais, 
    tão importantes no nosso 
    percurso maçónico.

    O Livro ou Memorial dos Deveres e dos Ritos 
    (Li Ji ou Li Ki) - onde está explanada toda a 
    experiencia humana, desde o nascimento até à morte, e 
    descritos os obstáculos e provas a superar pelo homem 
    através dos deveres e virtudes fundamentais: 
    o respeito por si próprio e pelos outros, 
    a fraternidade, 
    a lealdade, 
    a fidelidade, 
    a diligencia e 
    a caridade. 

    Os ritos ajudam a moderar a conduta, a medir os 
    gestos, a controlar os instintos, a travar os 
    preconceitos, dando um valor espiritual e moral à 
    vida humana. 

    Estes ensinamentos são em tudo semelhantes ao 
    nosso conturbado mas recompensador percurso maçónico.

    O Livro das Mutações (Yi Jing ou Yi King) – onde se fala da 
    dualidade omnipresente na nossa vida: 
    o branco e o negro do nosso pavimento mosaico, 
    o espírito e a matéria, 
    o ying e o yang, 
    o ativo e o passivo, 
    o masculino e o feminino, 
    a Lua e o Sol, 
    a luz e a sombra, 
    todos este símbolos maçónicos.

    O Livro ou Canon da História (Shù Jing ou Chou King) 
    – que expõem as vias escolhidas pelos antigos como 
    exemplos de rigor e devoção aliados a uma certa 
    mitologia. 

    Segundo o Mestre, os Homens de Bem possuíam 
    abertura de espírito e de coração, abrindo-se a si 
    mesmos e aos outros, atingindo assim a virtude suprema. 

    Apontou como exemplos Yao e Shun, príncipes que deram 
    valor ao mérito em detrimento da hereditariedade, e Yu o 
    Grande pela sua total devoção ao povo chinês.

    O Livro ou Canon da Música (livro perdido) 
    - a música como exaltação dos sentidos, ritmo e vibração, 
    meio de comunicação entre o mundo sensível e o intangível, 
    essencial nos nossos rituais maçónicos.

    Os ensinamentos destes livros serviram ao Mestre 
    para passar a sua mensagem, não textualmente, 
    mas adaptados às necessidades da época em que viveu. 

    Da mesma forma, os textos da Bíblia que lemos nas nossas 
    Sessões, não podem ser interpretados à letra, assim 
    como os textos das Old Charges ou das 
    Constituições de Anderson. 

    Segundo Confúcio: 
    “O bom Mestre é aquele que descobre o que há de novo 
    nas tradições antigas”.

    Segundo as palavras de Oswald Wirth:
    “a razão não se contenta em recusar o erro e o 
    preconceito e em constatar a virtude da verdade, mas 
    também em prestar homenagem aos antigos 
    pensadores, adaptando as ancestrais tradições ao 
    mundo atual”.

    O Confucionismo, exaltando o ideal da vida humana 
    como uma série de atos segundo os quais o homem 
    atinge uma conversão, uma mudança profunda do seu 
    olhar sobre o mundo profano, voltando-se para si mesmo 
    para descobrir a Luz que existe dentro de si, a nossa 
    “Centelha Divina”, responde bem à definição da 
    filosofia iniciática da Maçonaria.

    A abrangência da sua doutrina está bem 
    patente nas 
    seguintes palavras:

    “Quando a vontade é sincera, os movimentos 
    do coração estão serenados. 
    Quando as pulsões do coração estão tranquilas, 
    o homem sente-se livre de todos os defeitos, 
    a vida pessoal é perfeita e a vida familiar está regulada. 
    Tendo a vida familiar regulada, a ordem persiste 
    na vida nacional, reinando assim a Paz Mundial.”. 

    Eu acrescentaria, transpondo para a nossa vida Maçónica, 
    o Templo Universal está construído.

    E termino com duas das suas mais importantes citações, que todos nós já tantas vezes ouvimos:

    “Ama os outros como a ti mesmo”.
    “Não faças aos outros o que 
    não gostarias que te fizessem”.

    Serkhet

    Confúcio é abordado no grau 28

    do Rito Escocês Antigo e Aceito,

    chamado “Cavaleiro do Sol” ou

    “Filósofo Hermético”.

    Nesse grau, o pensamento confucionista é estudado 
    junto a outras tradições filosóficas e espirituais, 
    como parte da busca maçônica 
    por sabedoria universal e ética moral.

    Contexto do Grau 28 – Cavaleiro do Sol

    Rito: Escocês Antigo e Aceito (REAA)
    Número: 28º grau (entre os 33 graus do rito)
    Nome: Cavaleiro do Sol / Filósofo Hermético


    Tema central: 
    Filosofia, ética e busca da verdade através 
    de tradições universais


    Referências: 
    Confúcio, Zoroastro, Pitágoras e outros pensadores

    Por que Confúcio aparece nesse grau?

    Moralidade e ética: 
    Confúcio é símbolo da disciplina moral, da ordem social 
    e da importância da virtude.


    Universalidade: 
    A maçonaria busca integrar diferentes tradições 
    filosóficas, mostrando que a sabedoria é plural.


    Harmonia social: 
    O confucionismo valoriza hierarquia, respeito e 
    equilíbrio, princípios que dialogam 
    com a estrutura maçônica.

    Comparação com outros graus filosóficos

    Grau, 
    Nome, Referência principal
    18º Cavaleiro Rosa-Cruz Cristianismo esotérico
    28º Cavaleiro do Sol Confúcio, Zoroastro, Pitágoras
    30º Cavaleiro Kadosh Justiça e combate ao despotismo
    32º Sublime Príncipe do Real Segredo 
    Síntese da filosofia maçônica


    Reflexão

    O grau 28 mostra como a maçonaria não se limita 
    ao pensamento ocidental. 

    Ao incluir Confúcio, ela reconhece que a busca 
    pela verdade e pela virtude é universal. 

    Esse grau é menos ritualístico e mais 
    filosófico, convidando o maçom a estudar e 
    refletir sobre sistemas éticos diversos.

    Ulasan