O termo "misoginia" vem do grego, combinando miseó (ódio) e gyné (mulher), e descreve uma aversão patológica às mulheres, que pode se expressar desde microagressões até violência extrema, incluindo feminicídio.
Discriminação e desvalorização no ambiente de trabalho ou social.
Objetificação do corpo feminino e comentários depreciativos, muitas vezes naturalizados em piadas ou estereótipos.
Feminicídio, quando uma mulher é assassinada simplesmente por ser mulher.
Machismo:
Sexismo:
A questão da misoginia na maçonaria é complexa e precisa ser analisada com equilíbrio, separando tradição histórica, estrutura institucional e interpretações contemporâneas.
1. Origem histórica: exclusão não é necessariamente ódio
A maçonaria moderna, organizada a partir do século XVIII — especialmente com a fundação da Grande Loja Unida da Inglaterra — herdou costumes das antigas corporações de ofício (pedreiros operativos), que eram compostas exclusivamente por homens.
Essa exclusão feminina, nesse contexto inicial, estava mais ligada a:
- Estrutura social da época (papéis rígidos de gênero)
- Ambiente de trabalho físico e restrito
- Cultura iniciática fechada
Ou seja, não necessariamente nasceu como misoginia (ódio ou desprezo às mulheres), mas como reflexo de um tempo histórico.
2. A crítica contemporânea: exclusão pode ser vista como discriminação
Hoje, sob uma visão moderna de igualdade, a exclusão feminina em muitas obediências maçônicas é frequentemente interpretada como:
- Discriminação institucional
- Resistência à evolução social
- Manutenção de privilégios masculinos
Isso gera críticas legítimas, principalmente em sociedades que valorizam igualdade de gênero.
3. Nem toda maçonaria exclui mulheres
É importante destacar que não existe uma única maçonaria, mas várias correntes:
-
Maçonaria regular (tradicional)
Normalmente não admite mulheres. -
Maçonaria liberal ou adogmática
Pode admitir mulheres e homens em igualdade.
Exemplos:
- Le Droit Humain – ordem mista (homens e mulheres)
- Grande Loja Feminina de França – exclusivamente feminina
Essas correntes mostram que a própria maçonaria vem se transformando ao longo do tempo.
4. A visão simbólica maçônica
Dentro da filosofia maçônica, a ideia central é o aperfeiçoamento do ser humano, baseado em princípios como:
- Liberdade
- Igualdade
- Fraternidade
Sob esse prisma, muitos estudiosos argumentam que:
- A misoginia contradiz os princípios fundamentais da maçonaria
- A exclusão feminina pode ser uma incoerência entre prática e ideal
5. Reflexão crítica
A pergunta mais profunda não é apenas se existe misoginia, mas:
- A maçonaria está fiel aos seus próprios valores?
- A tradição justifica a exclusão?
- A evolução social exige mudança interna?
Conclusão
A maçonaria, como instituição histórica, não nasceu necessariamente misógina, mas pode ser percebida como tal hoje, dependendo da ótica adotada.
Ao mesmo tempo, há movimentos internos que buscam alinhar a ordem com valores contemporâneos de igualdade.
A Maçonaria Mista
ResponderExcluirUma Maçonaria para Homens e Mulheres
Em 1880, um grupo de Lojas Maçônicas sob a jurisdição do Supremo Conselho da França, imbuídas de ideais mais progressistas(entre os quais o ingresso de mulheres à Franco-Maçonaria) uniram-se para fundar uma Grande Loja conhecida como "La Grande Loge Symbolique Ecossaise de France".
No mesmo período, Maria Deraismes, jornalista e militante pelos direitos da mulher e da criança e Georges Martin, senador e conselheiro municipal de Paris, empreendiam campanhas a favor dos direitos cívicos e políticos das mulheres, da defesa dos direitos das crianças oprimidas, contra a intolerância do clero e pela criação de “uma escola republicana, pública, laica e gratuita” que respeitasse as ideias individuais.
Em reflexo deste movimento, em 14 de janeiro de 1882, uma Loja do Grande Oriente da França, denominada "Les Libres Penseurs", no Oriente de Le Pecq, uma pequena cidade a oeste de Paris, iniciou Maria Deraismes como Aprendiz Maçom.
Onze anos mais tarde, em 04 de abril de 1893, Maria Deraismes e Georges Martin, já reconhecidos como maçons de alta reputação, criam em Paris a Primeira Loja Maçônica Mista.
Desta "Loja Mãe" nascerá a “La Grande Loge Symbolique Ecossaise Le Droit Humain", posteriormente ampliada num Supremo Conselho Internacional, até a definitiva criação da Ordem Maçônica Mista Internacional "Le Droit Humain", estabelecendo de maneira efetiva e na vanguarda progressista, a igualdade iniciática do homem e da mulher.
Maria Deraismes vem a falecer em 06 de fevereiro de 1894, e a tarefa de organizar e desenvolver "Le Droit Humain" recai sobre Georges Martin.
Seu entusiasmo o conduzirá além das fronteiras, das etnias, das religiões e das culturas, fundando rapidamente Lojas por toda a França, Suíça e Inglaterra e disseminando-se por mais de 70 países.
A Ordem Maçônica Mista Internacional "Le Droit Humain" é uma Instituição Maçônica, iniciática, filosófica, laica e filantrópica, que tem por missão trabalhar para o desenvolvimento e o progresso da Humanidade.
No plano individual, busca promover o progresso do valor individual, sem a imposição de dogmas e sem a necessidade de abandonar sua cultura ou ideais religiosos.
No âmbito do grupo, trabalha para unir homens e mulheres que aprovam uma espiritualidade humanista, e que respeitem suas diferenças culturais e individuais.
Estamos diante de uma das leis mais perigosas dos últimos tempos.
ResponderExcluirUma lei vaga, aberta, subjetiva, onde “aversão” pode ser qualquer coisa.
Qualquer incômodo.
Qualquer discordância.
Qualquer reação.
E quando tudo pode ser interpretado como misoginia…
nada mais precisa ser provado.
Uma ferramenta que transforma percepção em acusação.
Opinião em crime.
E homens em alvos.
Hoje, não precisa mais haver fato.
Basta interpretação.
Não precisa mais existir prova.
Basta narrativa.
E o resultado disso?
Censura. Medo. Silenciamento.
Homens começam a se policiar por tudo:
o que falam, como olham, como reagem…
porque qualquer coisa pode ser usada contra eles.
Isso não eleva a mulher.
Isso rebaixa o debate.
Infantiliza relações.
E cria um ambiente de perseguição disfarçado de justiça.
Leis assim não equilibram.
Elas desequilibram.
E a história já mostrou:
toda vez que a lei deixa de ser objetiva…
ela deixa de ser justa.