O Carnaval e a Máscara da Alma

 

No tempo profano, carnaval é barulho, excesso e aparência.
Na via inicática, é revelação.
A máscara não esconde: protege o mistério.
O disfarce não transforma: manifesta o que já somos no invisível.

O mundo inverte suas hierarquias, os nomes ficam confusos, os rostos desaparecem.

Assim também, na estrada rosacruz, o neófito aprende que a personalidade é um véu e que a verdadeira identidade permanece em silêncio, no centro do coração.

Carnaval é o momento em que o exterior fica instável para que o interior possa falar.

Como ensinou o Marquês de Monferrat:
«Só quando o homem aceita usar conscientemente a sua máscara compreende que não é o rosto que define o ser, mas a luz que o atravessa».

Que este tempo nos lembre que todas as formas são transitórias e que a Obra consiste em nos despojar até mesmo do último disfarce:
o do ego!

Ordo Rosae Crucis in Arcanis

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